Depois de seis dias a bordo do Skorpios III, desembarcamos novamente na cidade de Puerto Natales na quinta-feira, 26 de abril, e sem dar tempo de sentir saudades do navio fomos direto para o hotel Remota. E que hotel... Numa mistura do rústico com luxuosidade, tudo inspirado em um galpão de fazenda, com linhas arrojadas exibindo um pasto de ovelhas em mosteiro, mas que ao mesmo tempo exibe modernidade, traz conforto e surpresas.
Construído pelo arquiteto chileno Germán del Solem, a proposta do hotel é que o visitante chegue e viva a Patagônia em seus detalhes, do cipreste nos banheiros às enormes janelas entre a deslumbrante paisagem do Canal Señoret e as montanhas que o circundam. No local, não há aparelhos de TV em suas acomodações. “O objetivo é não deixar que ninguém se prenda e esqueça de aproveitar os maravilhosos dias de lazer na Patagônia”, diz o próprio Germán. Mas pra que televisão? Com tantas paisagens para admirar, seria um desperdício mesmo.
Os banquetes servidos nos almoços e jantares do Remota são inesquecíveis. Pratos típicos da região, como carneiro, salmão, guanaco, servo e frango, além de preciosos vinhos chilenos, foram uma das melhores coisas da viagem.
Com capacidade para 140 hóspedes, o Remota possui sauna finlandesa, piscina climatizada, sala de massagens e um amplo salão com sofás de tamanho matrimonial. Apesar de todo o conforto e luxuosidade, mal deu tempo de curtir o hotel. Nos cinco dias em que ficamos por lá, cada dia era um roteiro diferente. Acompanhados de guias do hotel, conhecemos o rebanho de ovelhas, visitamos lindos lagos e montanhas pelas Torres del Paine. Através de uma trilha visitamos a geleira Grey, fizemos compras no centro da cidade de Porto Natales e participamos de um churrasco com os “gaúchos” do extremo sul do Chile, chamados de “baqueanos”. Mas o passeio mais aventureiro de todos foi subir ao topo do morro Dorothea a cavalo e com direito a um piquenique no final do dia. Admirar aquelas paisagens de lá de cima foi uma experiência inesquecível.
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