Hoje a Igreja celebra um dos santos mais populares. Com a noite mais longa e às vezes mais fria do ano, a partir do século VI, a Igreja Católica reserva o 24 de junho para comemorar o nascimento de São João Batista. As comemorações foram ampliadas no século XIII, incluindo-se a morte de Santo Antônio de Pádua, 13 de junho, e o da morte de São Pedro, 29 de junho.
Santo Agostinho diz: "A Igreja celebra o nascimento de João como um acontecimento sagrado. Dentre os nossos antepassados, não há nenhum cujo nascimento seja celebrado solenemente.
João apareceu, pois, como ponto de encontro entre os dois testamentos, o Antigo e o Novo.
O próprio Senhor o chama de limite quando diz: a Lei e os Profetas até João Batista!
Antes mesmo de nascer, já é designado; revela-se de quem seria o precursor, antes de ser visto por ele!
João Batista foi o maior de todos os profetas, como testemunha o próprio Jesus, e apontou o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Foi também um asceta que atraiu o povo por sua austeridade de vida. O nome João significa: "O Senhor se compadece".
Celebrar o seu nascimento nos junta à alegria de Isabel, de Zacarias, dos vizinhos, pois afinal Deus se lembra de nós.
A primeira leitura da missa é um trecho do livro do profeta Isaías. O capítulo é considerado como o segundo cântico do Servo do Senhor. A pregação do Servo é nova e contundente trazendo luz e salvação.
A segunda leitura é uma palavra do livro dos Atos dos Apóstolos.
Paulo vai à sinagoga no sábado. Após a leitura da Torá e do livro dos Profetas, na hora do comentário ou homilia, os chefes da sinagoga dão a palavra ao grupo de Paulo. Então, ele próprio, ficando de pé, no estilo grego, faz sua homilia.
Seu discurso assemelha-se ao de Pedro em Pentecostes, em Atos 2. Paulo resume a principal pregação cristã.
A síntese paulina da missão de Jesus começa com João Batista e enfatiza a paixão de Jesus. É valiosa a missão e o testemunho de João. Ele é o precursor e anunciador de um batismo de arrependimento.
No Evangelho, Lucas nos fala sobre o nascimento de João. O seu nascimento foi um acontecimento maravilhoso, pois ele nasceu de uma anciã que era estéril; o pai, que havia ficado mudo após o anúncio de que Isabel, sua esposa, lhe daria um filho, agora recobra a voz. É bendito o Deus de Israel, porque ele se preocupa com o seu povo.
O Deus da promessa não quebra a aliança feita com Abraão. Agora ele faz nascer um menino, que será chamado profeta do Altíssimo, pois andará à frente do Senhor, preparando-lhe o caminho e anunciando a salvação ao povo, pelo perdão dos pecados.
João é sinal da intervenção de Deus a favor do seu povo. É o último dos profetas.
Ele tem a missão de preparar os caminhos do Senhor, de oferecer a Israel o "conhecimento da salvação" e, sobretudo de indicar Cristo já presente no meio do seu povo.
JOÃO, O MODELO
Ele é modelo de humildade, daquele que sabe diminuir para que o outro cresça, dos que se consagram a Deus para preparar os seus caminhos, dos que sabem entregar a vida, dos que servem o Evangelho.
João recebe o nome de grande por ser menor. Ele não é o Messias, mas aponta para ele.
JOÃO, "O BATISTA"
Ele batizou o próprio autor do Batismo, nas águas assim santificadas e, derramando seu sangue, mereceu dar o perfeito testemunho de Cristo.
Juntamente com a pregação, João também ensinou a rezar, fazer penitência e arrepender-se dos pecados. Por batizar com água simbolizando a purificação, ele passou a ser conhecido também como Batista.
JOÃO, SANTO DO POVO
João é o santo do povo. Juntamente com a alegria, a dança, a comida e a bebida utilizadas nas festas populares em torno desse santo, que brotem com força, em nossa vida pessoal e nas comunidades, o exemplo, a coragem e a capacidade de se abaixar desse homem que soube ocupar o seu lugar na história da salvação.
JOÃO, CHAMANDO À CONVERSÃO
A pregação de João chamava ao batismo de conversão. O caminho da conversão que o Batista nos convida a empreender é longo, difícil, incompreensível e às vezes inaceitável para o nosso bom senso.
Também ele percorreu esse caminho. Só quem tem a coragem de deixar-se envolver nesta conversão verá o que o Batista viu... O Cristo.
VER CRISTO
É o desejo de cada um que crê. Ver o Cristo, Filho de Deus que é caminho, verdade e vida.
Olhar para Ele é sentir-se na mesma missão de João: ser discípulo e missionário nos nossos tempos.
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