Torcida brasiliense: jovem, animada ... e chata


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A torcida do time de Brasília é setorizada. Basicamente formada por universitários. É, assim, um público muito jovem, onde raramente se encontram pessoas com mais de 30 anos. A exemplo do que ocorre em Franca, são torcedores animados, que fazem barulho o tempo todo. São chatos mesmo! Não conhecem regras de basquete a fundo, mas sabem que, quanto mais perturbarem, maior a chance de os atletas francanos errarem. “Eu adoro levar apito para o ginásio, porque além do barulho, faz o adversário parar, pensando que o juiz marcou alguma coisa”, disse o recepcionista Ricardo Norivaldo, 25 anos. O palco do jogo também favorece a pressão. Com o gigante “Nilson Nélson” interditado (a madeira do piso está toda empenada), o confronto acontecerá no acanhado ginásio da Asceb (Associação dos Empregados da Companhia Elétrica de Brasília), uma espécie de “Demétrio Soares”, com capacidade para pouco mais de mil pessoas, muitas delas a um metro da quadra. Mas não são só os atletas do Franca Basquete que sofrerão. A imprensa também não passa bem por aqui. Além da proximidade com os torcedores, não há como instalar linhas telefônicas para transmitir o jogo via rádio. A solução é o velho microfone com fio, aquele que o repórter carrega amarrado na calça para todo lado. “Há anos não se usa mais isso”, disse o técnico da Difusora AM, Antônio Carlos Fernandes, o “Xaropinho”.

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