Numa operação realizada durante a madrugada e mantida sob sigilo, a Polícia Civil de Franca transferiu 30 presos da cadeia do Jardim Guanabara ontem. Na quarta-feira, três criminosos já haviam sido removidos. São detentos acusados de roubo, assassinato e tráfico de drogas. A operação contou com a participação de 15 homens e cinco viaturas, uma forte escolta foi montada para reprimir qualquer tentativa de resgate dos detentos por parte de comparsas.
Os presos foram distribuídos em penitenciárias de Avaré, Álvaro de Carvalho, Getulina, Pirajuí e Iaras. Entre os que pegaram o "bonde" estavam Renato Maciel da Silva, 20, que matou a madrasta, acorrentou e enterrou o corpo no quintal de casa, no Jardim Aeroporto, em maio de 2005. Outro que foi embora é o assaltante Juliano Martins do Nascimento, 23, que trocou tiros com a polícia durante assalto ao Savegnago em fevereiro. Ele seria transferido na última remoção, ocorrida em maio, mas, devido aos ferimentos, a direção da cadeia foi obrigada a mantê-lo em Franca por mais alguns dias. "Estamos com uma lotação bem acima do normal e sempre buscamos vagas no sistema penitenciário para desafogar nosso presídio. Os que foram embora são presos já condenados", disse o delegado Hélder Rodrigues, diretor interino da cadeia.
Mesmo com a transferência, a cadeia está superlotada. A capacidade aceitável é de 218, mas 420 continuam espremidos nos xadrezes. Isso, sem contar os dez menores que ficam em um cubículo chamado de "especial".
A população elevada mesmo com as constantes transferências justifica-se pelo fechamento das cadeias de Itirapuã, Ituverava e Batatais (a cadeia da cidade está abrigando apenas mulheres em função da desativação do presídio feminino de São José da Bela Vista), cujos presos foram recambiados para Franca.
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