Renovação. Essa é a palavra de ordem para o deputado francano Marco Aurélio Ubiali (PSB). Segundo o parlamentar, Franca precisa que as forças políticas que dominam a cidade há décadas abram espaço para novas forças, capazes de aumentar a representatividade nacional da cidade.
“Franca já teve uma grande representatividade, mas perdeu com os anos. Temos que fazer uma grande reforma política que insira pessoas jovens na política, bem-intencionadas e preferencialmente jovens. Precisamos renovar os grupos que fazem política em Franca, que comandam há mais de 30 anos”.
Questionado diretamente se acreditava que os grupos políticos como os de Sidnei Rocha (PSDB) e Ari Balieiro (PTB) deviam se retirar da política, ele foi mais cuidadoso e evitou o confronto direto. “Acho que eles podem permanecer, mas precisam fazer política com os novos, não só deixarem que eles fiquem ao lado, sem iniciativa”.
A afirmação foi feita em visita ao Comércio realizada na tarde de ontem. Em entrevista exclusiva, ele declarou ainda que se considera, hoje, um parlamentar influente no Congresso, ainda mais por estar no primeiro mandato. “Nem todo mundo está a fim de trabalhar em Brasília, e quem quer acaba conseguindo um destaque natural. Ainda assim, quando meus apoiadores aceitaram o desafio de ajudar a me eleger, deixaram claro que queriam um deputado para representar a região e ser influente, e não um ‘baixo-clero’. E é isso que tenho tentado fazer”.
Sobre a crise aérea vivida pelo País, Ubiali, que faz parte da CPI que analisa o assunto, afirmou que considera resultado de um misto de falta de investimento de administrações passadas e falta de pulso do governo com os controladores. “Está nítido que as causas que provocaram o caos aéreo são os controladores aéreos, que, mesmo militares, estão em campanha para receber aumento de salários e a falta de investimento, de vários governos, em infra-estrutura para suportar o crescimento da demanda”, disse.
Sobre o setor calçadista, afirmou que a Câmara tem trabalhado por melhorias. “Tivemos algumas vitórias, como as linhas de créditos com juros baixos e o reembolso mais rápido dos impostos, entre outras. Ainda é pouco, mas estamos sendo ouvidos”, finalizou.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.