Padre José Augusto da Silva, responsável pela Diocese de Guaxupé, diz que o que ocorre é um mal-entendido e que o valor é simbólico. Segundo ele, a proposta não é obrigatória e que só terá a adesão de quem se interessar. “A mitra não está negociando como se estivesse vendendo. Estamos cobrando um valor simbólico para inclusive justificar a escritura.”
Além disso, ele diz que a proposta é boa para o morador da casa. “Um terreno de 300 metros ficaria mais ou menos em R$ 2 mil em cinco, seis parcelas. A pessoa não teria apenas o uso, mas a posse da terra. A proposta que a Mitra faz é excelente”.
Sobre uma possível doação dos terrenos para seus moradores, ele considera que não é uma boa alternativa. “A doação foi uma questão levan-tada. Nós não entendemos que seria o melhor caminho. Porque é quase uma doação. Estamos pensando na questão pedagógica. Para a pessoa ter consciência de que comprou, que ela adquiriu”.
Para o religioso, a confusão pode ter origem política. “A Mitra não obriga. Mas há pessoas, que com interesses possivelmente politiqueiros, queiram usar um pouco isso para bagunçar o coreto. Alguns moradores haviam comercializado indevidamente a terra e tentaram pressionar a mitra, falando que a proposta é absurda”.
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