Moradores da Santa Rita reclamam de andarilhos


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SEM VAGA - Moradores do jardim Santa Rita são vistos em pé esperando o ônibus longe do ponto, ocupado por três andarilhos
SEM VAGA - Moradores do jardim Santa Rita são vistos em pé esperando o ônibus longe do ponto, ocupado por três andarilhos
Quem passa diariamente pelas ruas do Bairro Santa Rita vê todos os dias a mesma cena. Andarilhos e bêbados deitados nas calçadas, sentados nos pontos de ônibus ou circulando em frente aos estabelecimentos comerciais. Motivo de insatisfação, a vida pacata dos “bebuns”, como são chamados pela vizinhança, incomoda o dia-a-dia dos moradores. Com a mesma rotina todos os dias, eles dormem, acordam, ingerem bebidas alcoólicas e fazem suas necessidades fisiológicas, tudo pelas calçada. Além disso, pedem dinheiro, comida e, muitas vezes, brigam e até fazem ameaças para quem não contribui com eles. Uma moradora do Santa Rita que não quis se identificar disse que sente medo ao passar perto deles. “Além do mau cheiro, que é insuportável, eu tenho pavor. Esta semana um chegou perto de mim e me pediu um real, eu falei que não tinha. Ele disse para eu ficar esperta, pois sabia onde eu morava”, conta. Os moradores reclamam também que têm que desviar o caminho e, além disso, não podem deixar as crianças brincarem na calçada por causa dos andarilhos. “Eles ocupam os bancos. À noite, bebem mais ainda e o bairro fica perigoso. A gente não pode facilitar, principalmente com a molecada”, disse o proprietário de um açougue, Áureo Danilo, 50. Comerciantes do bairro também se dizem insatisfeitos com a situação. “Os bêbados prejudicam muito, entram aqui pedindo coisas para os clientes, que acabam ficando constrangidos e passam a freqüentar outro lugar”, disse Marcos Soares, 30, dono de uma panificadora. Ele se diz mais irritado com a falta de higiene deles. “Eles vomitam e fazem xixi aqui na nossa porta e a gente não pode falar nada. É um absurdo”. Quem precisa pegar o ônibus no Santa Rita, principalmente no ponto localizado na rua Ângelo Pedro, tem que ficar alguns metros afastado do local, pois a turma de andarilhos domina a área. A dona de casa Silvia Serafim, 44, e seus pais Luzia Conceição Serafim e Nelson Serafim tiveram que esperar o ônibus bem longe do ponto. “A gente não pode sentar, não pode ficar no ponto, é um absurdo. Alguém tem que resolver essa situação”, disse Silvia.

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