Ex-prostituta procura calçadista que pode ser papai


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Se você esteve numa feira de calçados em São Paulo em 1995, parabéns. Você pode ser pai e não estar sabendo. Se deu uma estendidinha na noite, foi para a famosa boate Café Photo, então, suas chances de ter um, na verdade uma herdeira, aumentam, e muito. Alto, bonito, 1,80 metro de altura, por volta de 32 anos na época, forte, cabelos castanhos, não muito claros, com bastante pêlos no peito e de pele branca, “aquela que fica um pouco vermelha quando aperta.” A descrição foi dada pela ex-garota de programa Suzi*, que procura agora o pai de sua filha, de 12 anos. Ela diz que não se lembra do nome do homem, mas teria “Júnior” no cheque de R$ 200 que ele deu como pagamento pelo programa. Por e-mail, ela entrou em contato com o Comércio, solicitando ajuda para encontrar o homem com o qual teve a filha. “Não quero dinheiro, não preciso de nada. Só quero que ele saiba que tem uma filha.” Tanto é que a menina foi registrada pelo seu ex-marido, um homem de origem oriental, que cuidou da criança até se separarem. Suzi, que é morena clara, tinha cabelos encaracolados à época e mede 1,65 metro de altura, conta que o pai da menina é francano e participou da feira de calçados naquele ano. O nome dela estava na portaria do flat onde ele e um amigo estavam hospedados, próximo do Aeroporto de Cumbica. O homem misterioso teria acabado de chegar do Café Photo, um dos night clubes mais famosos de São Paulo. No flat, após muitas perguntas sobre como Suzi era, biotipo, cor dos cabelos, enfim, um perfil da garota, ele solicitou os serviços. Foram ela e sua colega para o local atender ao homem e seu amigo. Ela conta que o amigo tinha cabelos brancos e era forte, “quase gordo”, e tinha mais de 40 anos. Pela conversa dos dois, ela conta que eram amigos. Dividiram os espaços e o amigo de cabelos brancos teria ficado com a colega de Suzi no quarto e ela e o tal pai da criança na sala. Na hora da relação, segundo ela, a camisinha estourou. Ela ainda teria conversado com ele sobre o perigo da gravidez e o homem teria lhe falado que não havia ejaculado durante a relação e, portanto, não haveria problema. A certeza de quem é o pai se explica, segundo ela, pelo número de relações que teve. Suzi conta que o francano foi o terceiro e último cliente de sua carreira curta. Uma demonstração disso é que a relação teria sido difícil para ela. “Foi uma coisa bem fria, nem profissional era. Foram apenas três programas e ele foi o terceiro. Eu sei que não é dos outros dois, porque menstruei antes.” A esperança de Suzi é que, por meio desta matéria, ele se lembre da história e tente entrar em contato com ela. “Se ele reconhecer a história e se interessar, o DNA está aí para provar. Se vier à feira todos os anos, ele pode tentar me procurar.” Se tiver interesse, se acha que se enquadra no perfil, se lembra da história e pode ser o pai da garota, entre em contato com o jornal. Suzi sabe da repercussão que a matéria terá, mas salienta que a intenção não é prejudicar ninguém. “Todo mundo mexe com sapato aí, né. São muitos que vêm para esta feira. Não sei se vou prejudicar alguma família, coisa que eu não quero.” *Nome fictício a pedido da entrevistada

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