As cinco famílias moradoras no terreno de 17.376 metros quadrados da Samello na Rua Homero Alves, formadas por funcionários e ex-funcionários da empresa, estão apavoradas. Há duas semanas, caminhões e motosserras começaram a derrubar as árvores e a limpar o local. Um dos moradores já recebeu notificação de desocupação de imóvel em 90 dias. Sem ter para onde ir com os cinco filhos, José Pereira de Araújo, além de perder a casa perdeu suas plantações que ajudavam no sustento.
Os moradores disseram que não foram avisados da venda do terreno e foram surpreendidos com as máquinas. Uma das moradoras está no local há mais de 30 anos, não tem família e está em estado de choque. “Estou tão apavorada que não sei o que pensar. Não tenho ninguém e não tenho para onde ir”, disse Nair Derci Costa Lima.
O advogado da Samello, Reginaldo Estephanelli, disse que os inquilinos têm prioridade na venda do terreno, foram avisados, mas nenhum deles se interessou. “Me perguntaram se eu queria comprar o terreno por R$ 4 milhões. Eu até dei risada. Não tenho dinheiro nem para pagar aluguel, quanto mais para comprar esse terreno”, disse Araújo.
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