Maioridade penal


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Novembro da 2003: o adolescente de 16 anos, apelidado de Champinha, torturou, estuprou e degolou a adolescente Liana Friendenbach após ter assassinado a tiros o namorado dela. Dezembro de 2006: jovem de 17 anos abre fogo contra uma multidão e mata uma garota de 9 anos. A diminuição da maioridade penal evitaria esses crimes? Será que Liana, seu namorado e a garota de 9 anos ainda estariam entre nós? Será que os assassinos estariam em uma boa faculdade com um futuro melhor? A resposta é "não". Do mesmo modo que adultos cometem crimes, apesar de serem maiores de idade, os jovens continuariam cometendo crimes. Isso só resultaria no crescimento do número de detentos nas prisões, mais dinheiro público sendo gasto em construções de novos presídios para abrigar a massa de infratores e para alimentá-los. O problema do atual mundo capitalista é que a ambição do homem pede soluções, em curto prazo, que envolvam menos investimentos. Não se pode fazer um bolo e esperar que ele fique bom, jogando todos os ingredientes de qualquer maneira na forma e esperar cinco minutos para que o bolo cresça no forno. É preciso começar da maneira certa, seguir todos os passos e esperar o tempo que for necessário. Da mesma maneira deve ser controlada a questão da maioridade penal. O governo deve evitar que a criança torne-se infratora, oferecendo-lhe seus direitos, da maneira certa: educação, lazer, cultura; seguir seus passos por toda a infância e juventude, ampará-la quando for necessário e esperar o tempo passar para o País colher os frutos do investimento que fez. AMANDA GARBO DA SILVA é aluna do terceiro ano do ensino médio da Escola Pestalozzi

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