Não é só o elenco do Unimed/Franca que sofre com a maratona de jogos na temporada 2006/2007. Quem também está tendo muito trabalho é o fisioterapeuta Rogério Barbosa, responsável pela recuperação dos atletas contundidos. Para Barbosa, as contusões são uma conseqüência quase natural do grande número de jogos disputados pelo time. “Participamos de quatro torneios, e em todos chegamos às finais. São 86 jogos disputados, e por melhor que seja o preparo dos atletas, isso gera um desgaste imenso no condicionamento físico. E para completar, ainda temos mais cinco jogos pelas finais do (campeonato) Nacional”, disse Barbosa.
Do elenco francano, ontem, cinco atletas dividiram o tempo entre treinamentos com Hélio Rubens Garcia e duas sessões diárias de fisioterapia. Os armadores Helinho e Matheus, o ala Derrick Lang e os pivôs Murilo e Estevam (veja quadro ao lado). Apesar das lesões, todos estão liberados para atuar no primeiro jogo das finais, amanhã, contra o time de Brasília, na Capital Federal. O caso que mais preocupa o fisioterapeuta é o do pivô Murilo. “Ele tem uma instabilidade crônica nos dois tornozelos e ainda sofreu um entorse no pé direito na partida de quarta-feira. Estamos fazendo tratamento intensivo com gelo e medicamentos para que ele tenha condições de atuar”, afirmou.
Na atual temporada, o Unimed/Franca disputou o título de três torneios. Conquistou a taça do Estadual e foi vice-campeão da Liga Sul-Americana e do torneio início do Paulista. Amanhã, começa a disputar as finais do Campeonato Nacional.
Para o armador Helinho, este é o momento de “esquecer” as contusões e focar todas as atenções nos jogos contra o time do Universo. “Temos que aproveitar o pouco tempo que temos de folga para fazer fisioterapia e amenizar o problema das contusões. Mas quando as finais começarem, deixamos esses problemas de lado e a nossa única preocupação é vencer”, disse o capitão francano.
Um dos únicos atletas que se salvou das contusões foi o ala Rogério, que é o jogador mais experiente do elenco francano, com 36 anos de idade. O jogador dá a receita para ficar livre de lesões e manter um bom condicionamento físico. “Sempre procuro descansar nos dias em que não temos jogos, e isso permite que eu fique mais tempo e jogando um basquete de alto nível”, disse.
Nos 31 jogos disputados pelo time no Nacional, Rogério permaneceu em quadra, em média, 36 minutos.
O elenco do Unimed/Franca viaja hoje de ônibus para Brasília. O time disputará duas partidas pela final do Nacional amanhã e domingo.
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