Com notas abaixo de 4 na avaliação de 0 a 10 do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), as escolas de Ribeirão Corrente e Igarapava apresentaram ontem justificativas semelhantes para o mau desempenho. Nas duas cidades, a migração de trabalhadores do Nordeste foi apresentada como o principal motivo para o resultado ruim. Em Ituverava, a explicação foi a falta de capacitação dos professores da rede.
Com 800 alunos, a Escola Municipal "Farid Salomão", de Ribeirão Corrente, teve o pior resultado da região, 3,7. Para a diretora da instituição, Rosa Helena da Costa, o alto número de repetência e evasão escolar foram responsáveis pela nota vermelha. "A escola tem 30% de alunos migrantes por causa da colheita do café e, muitas vezes, eles retornam para seu estado de origem sem ter concluído os estudos e também sem a transferência".
De acordo com a diretora, mudanças estão em andamento para melhorar esse resultado. "Estamos com curso de capacitação para os professores e com reforços para os alunos. Considero o resultado importante, pois ajuda a nos mostrar onde existe o erro".
Em Igarapava, a coordenadora da Escola Municipal "Capitão Chico Ribeiro", Alvarina Alves, condenou a nota de 3,8 e disse que a migração de nordestinos é grande responsável pelo resultado. "O corpo discente é composto 90% de migrantes. Fazemos tudo o que é possível para melhorar a escola, mas nem sempre conseguimos. Muitos deles estão atrasados ou entram apenas no segundo semestre".
Na Escola "Maria Eudália Coimbra", de Ituverava, a nota vermelha de 3,9 foi atribuída à falta de interesse dos professores e ao despreparo dos alunos. "O desempenho dos alunos ficou a desejar.
Além disso, nem todos os professores estão dispostos a colaborar", disse a coordenadora Sueli Aparecida Costa de Souza.
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