O público da região poderá acompanhar o lançamento do primeiro DVD da carreira de Emmerson Nogueira. O principal nome do estilo música de barzinho apresentará hoje, no Castelinho, as novidades de seu trabalho e aproveitará para matar saudades das interpretações de grandes sucessos que marcaram sua carreira.
Mesmo com pouca presença na mídia de massa, sua carreira vai bem, obrigado. Apesar dos poucos seis anos de estrada nacional, os mais de 2 milhões de cópias comercializados no Brasil garantem a Emmerson Nogueira uma confortável posição junto à Sony / BMG, gravadora que o lançou em 2001, apostando no estilo acústico de sucessos dos anos 60, 70 e 80. As composições revisitadas com muito talento nos acompanhamentos, e reforçadas pelo tom rouco da voz do intérprete, oferecem à coleção de seu trabalho um ar intimista.
Impossível ouvir Emmerson sem se sentir transportado ao ambiente dos barzinhos dos anos 80 cercado de amigos, ouvindo - e cantando junto - as baladas que embalaram muitos relacionamentos e dores-de-cotovelo.
E parece que o estilo música de barzinho permanece em alta no gosto dos brasileiros, ao menos na divulgação boca a boca. A comercialização dos seis primeiros CDs do músico já garantiram discos de ouro - no caso do Versão Acústica 2, em apenas três meses - e platina. Nogueira define em poucas palavras seu posicionamento arredio frente à grande mídia: "Gosto de atravessar a rua e comprar meu pão...", disse o músico ao site de seu fã-clube (www.faclubeemmersonnogueira.com.br).
DO BERIMBAU AO CLARO HALL
Mineiro de Belo Horizonte, durante sua criação em São João Nepomuceno (região da Mata, nas proximidades de Juiz de fora), teve o primeiro contato com a música através da capoeira. Do berimbau ao violão e deste à guitarra, baixo e teclados, foi-se definindo o perfil do artista. Participando de centenas de festivais pelo Brasil afora, foi premiado em 99% deles - sempre com composições inéditas. Após participar de alguns grupos, sua mudança para o Rio de Janeiro em 2000 foi coroada com o primeiro contrato com uma gravadora - curiosamente como compositor. Uma idéia sua - engavetada há tempos - de produzir um disco exclusivamente "cover" coincidiu com projetos da Sony Music. "Foi a fome com a vontade de comer", diverte-se o músico em menção do site.
De baixo custo de produção e pouca divulgação, Versão Acústica foi uma agradável surpresa de vendagem a ambos - cantor e gravadora - e o disco de ouro ganho logo nos primeiros seis meses acabou por definir a carreira de Emmerson para os próximos anos.
Sem fugir ao estilo, em 2004 o intérprete homenageou o quarteto de Liverpool com arranjos que emolduraram a poesia de Lennon e McCartney. Na seqüência, a vocação mineira "cheirinho e sabor de um bom pão de queijo com café" relembrou trabalhos que o inspiraram na adolescência: em Miltons, Minas e Mais (2005), Nogueira homenageia conterrâneos de peso como Lô Borges, Beto Guedes e Flávio Venturini, entre outros.
Nestas andanças, o mineiro matreiro arrebanhou fãs, comercializando mais de 120 mil cópias em 12 países da América Latina no lançamento do CD Emmerson Nogueira ao Vivo (2007), lotando casas de respeito por este Brasil afora, como Credicard Hall (SP), Claro Hall (RJ), entre outras capitais.
Em Franca, com vocês, o cantor de barzinho que mais vende no país: Emmerson Nogueira. Curtam o show.
SERVIÇO
Onde: Castelinho, em Franca
Quando: Hoje, às 23h30
Mais informações: (16) 9158.0606
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