A Prefeitura pode ter desperdiçado R$ 2 milhões na primeira etapa de obras no Córrego dos Bagres, que consistiu na canalização do canal e no alargamento da junção do córrego com o Espraiado e o Cubatão. De acordo com Wilson Teixeira, todo o trabalho foi realizado em cima de um estudo técnico da Fipei (Fundação para o Incremento da Pesquisa e do Aperfeiçoamento Industrial), de São Carlos, que estaria “ultrapassado e com falhas”.
O problema seria a metodologia utilizada para a elaboração do estudo. “Estava defasado em relação às normas técnicas da Cetesb”, disse, sem dizer porque não impediu o investimento.
Outra evidência de desperdício foi a contratação da Betontest, por R$ 40 mil, para elaborar o projeto técnico. O engenheiro da Prefeitura Élder Damião Barbosa, que trabalha com Teixeira desde 2000 e também prestou depoimento ontem à CEI, considera o investimento desnecessário. “Tenho condições técnicas e sou habilitado a realizar os mesmo estudos”.
Teixeira, por sua vez, disse que não utilizou os engenheiros a ele subordinados, inclusive Damião, por eles estarem com muito trabalho. “Eles estavam com o tempo escasso e resolvemos terceirizar o serviço”.
Outra surpresa foi Wilson Teixeira reconhecer que a Emdef poderia ter realizado o projeto técnico. “Não tenho conhecimento porque não chamaram a Emdef. Ela realizou poucos serviços para nós’, disse Teixeira, acrescentando que sua relação com o diretor da Emdef, João Marcos Rodrigues, “é a pior possível”.
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