Apesar de um saldo positivo, com 770 vagas criadas, o mês de maio registrou o menor índice de empregos do ano em Franca. Os dados, divulgados ontem pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e desempregados) mostram que a redução no número de postos atingiu todos os setores, em especial serviços e construção civil. A exceção ficou por conta da agropecuária que superou o mês de abril no número de contratações.
Na indústria de transformação, formada 70% por calçadistas e responsável pelo maior número de contratação na cidade, o saldo também foi o menor do ano. Entre contratações e demissões, restaram 310 vagas.
Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros, disse que a situação não é preocupante e que os números refletem a sazonalidade do setor. “Todo ano entre os meses de maio e junho isso acontece. É um período de preparação de feira e troca de coleções. É muito natural que dispensas ocorram. Quem tinha que contratar, já contratou no final de março e abril”.
No setor de agropecuário, em que os dados do Caged apontam saldo positivo no número de vagas, foram abertos 598 postos de trabalho contra 127 criados em abril. A colheita da produção de café seria a principal responsável pelo aumento nas vagas.
Se na agropecuária o saldo foi positivo, o setor de serviços e construção civil não tem o que comemorar. Os dois fecharam maio no vermelho, com 225 vagas menos.
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