Corações a postos e batimentos à mercê da emoção. Pode parecer simples, mas ganhar o 2º lugar em um festival catalogado sempre gratifica. Realmente, não foi fácil. Muitos grupos participaram do concurso que, segundo a bailarina e professora Evelyn Branquinho Silva, de 26 anos, e Marina Gomes, 20, é muito concorrido. “Conseguir participar já é uma vitória. Poucas escolas e companhias conseguem ser selecionadas para este festival, um dos melhores de dança no Brasil. E para nós é muito bom ver que Franca está crescendo nesta área”, afirma ela.
Sem dúvida. Elas têm razão. Afinal, nossa terra é povoada de talentos e em várias áreas da arte. Tem atores, músicos, pintores e artistas da dança. Mas o destaque do momento é mesmo para Evelyn e Marina, que com alunos de sua escola, conquistaram o segundo lugar no 10º Festival Dança Ribeirão, ocorrido de 1 a 10 de junho no Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto. “Nós fomos selecionadas com duas coreografias. Mas com apenas uma delas ficamos em segundo lugar. A apresentação foi linda e o teatro estava lotado”, relembra a coreógrafa, referindo-se ao grande número de pessoas que conferiu o espetáculo. “Para você ter idéia, os ingressos do espaço reservado às nossas alunas foram todos vendidos, não teve como elas assistirem”, acrescenta.
Mas isto não importa mais. O bacana foi ter ido atrás de um sonho, tê-lo realizado e voltado para Franca com o troféu na mão. Tudo isto graças ao jazz. Participantes da modalidade deste estilo de dança, foi a coreografia “Aula Show” que garantiu o título ao grupo. Elaborada pelas duas professoras, os passos foram pensados de acordo com a idade dos bailarinos e com o intuito de retratar momentos da fase deles. “É uma coreografia relacionada ao que eles vivem agora. Mostra o dia-a-dia na aula, com uma perfeita colagem musical”, relatam elas, que também contam ao Comércio um pouco de “Free Moving”, que também foi responsável pela seleção delas no festival. “Esta coreografia foi criada a partir de movimentos livres. É bem mais solta, um jazz bem diferente, sem ser preso a um tema”, completam as duas, que apesar da novidade ter acontecido no dia 9 de junho, ainda exibem a alegria e um brilho nos olhos contagiante.
E tanta festa não pára por aí. Segundo Evelyn, seu trabalho está sendo bem reconhecido. Tanto que muitas pessoas procuraram mais a sua escola este ano. “Enquanto no ano passado nós tínhamos apenas uma turma, este ano estamos com 160 alunos”, afirma a dona da escola, que existe há três anos. Mas, calma. Três anos de escola. De carreira, já são alguns. De palco... então, são muitos. “Eu comecei a dançar aos 5 anos. Me formei na Ars Nova, e tenho também o certificado da Royal”, afirma a bailarina. E não é só ela quem tem história para contar. Marina também está há alguns anos trabalhando com a dança, juntamente com Evelyn. “Sou aluna dela desde muito nova. Além disso, tiramos recentemente nosso DRT, o que nos confere habilitação profissional”, acrescenta Marina, que cursa o terceiro e último ano de Educação Física na Unifran (Universidade de Franca).
E O FUTURO?
É certo que a Deus pertence. Mas nada impede que planos sejam feitos, assim como fizeram Evelyn e Marina, já com espectativas para o espetáculo de fim de ano. “Tudo na dança deve ser planejado a longo prazo. Além de competirmos em alguns festivais, queremos criar uma companhia para estas competições, e já estamos pensando no nosso espetáculo de encerramento”, revela a bailarina. Quanto à companhia, o projeto já está sendo desenvolvido e para o final do ano a idéia é montar João e Maria, com as turmas de balé. Já nas classes de jazz, o único objetivo, até o momento, é trabalhar com temas livres, sem se prender a nenhum. “Mas o que vai dar o que falar é o espetáculo que estamos montando relacionado ao circo, com a mesma turma que ficou em segundo lugar no festival”, adianta.
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