Tiros, sangue e medo mudam rotina do Centro


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A ação dos bandidos foi presenciada por várias pessoas que trabalham na área central. Uma mulher contou ter visto um desconhecido com jaqueta preta sentado diante de uma clínica da Rua Estêvão Leão Bourroul. “Ele ficou um tempão lá. Estava sempre falando ao celular”. Segundo a polícia, era o criminoso que ficou dando cobertura ao assaltante responsável por render os irmãos. Pedreiros que trabalham numa construção ao lado presenciaram o ataque e tentaram ajudar as vítimas. Ao ouvirem os tiros, trataram de se esconder. “O senhor batia nele (no assaltante) com uma bolsa. Não queria entregar os pertences. Com isso, o rapaz começou a atirar e um dos homens caiu. O ladrão pegou a bolsa e saiu correndo em direção à esquina”, disse um deles. As testemunhas também chegaram a esboçar um princípio de reação, mas acharam melhor desistir. “Meu amigo tentou pegar uma pá e partir para cima deles. Tentei jogar um tijolo. Só que o cara não parava de atirar. Ficamos com medo e corremos para os fundos. Foi a melhor alternativa”. Um dos projéteis foi encontrado pela polícia a poucos metros do local onde o pedreiro estava. Antes de serem socorridas, as vítimas deixaram um rastro de sangue por aproximadamente 70 metros nas calçadas da Voluntários e Estêvão Leão Bourroul. Carros estacionados nas proximidades ficaram manchados.

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