No rastro de Joaquim, Valim também recua


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Como o presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro, seu vice, o vereador Marcelo Valim (PSDB), viu-se, ontem, obrigado a recuar. Na semana passada, votou contra o contrato da Sabesp. Perdeu. Ontem, poderia ter a situação revertida, mas não quis: votou contrário ao requerimento de Pelizaro que previa a nulidade da sessão, ou seja, preteriu a possibilidade de derrubada do projeto que ele mesmo não aprovou. A explicação de Valim para a mudança de postura foi de que precisava se proteger. “Quando o projeto da Sabesp foi aprovado, eu estava na Presidência e era o responsável pela sessão. Se eu votasse pela anulação, estaria cometendo uma incoerência. Seria um tiro no meu próprio pé”, disse. “Se eles entrarem na Justiça, quem vai responder? Eu, pois era o presidente”. Também chamou a atenção o fato de Valim ter aprovado a redação final do contrato. Questionado sobre a razão de aprovar a redação de um projeto contra o qual votou há apenas uma semana, mais uma vez a auto-proteção foi a justificativa. “Se voto contra a redação, derrubo minhas emendas. Não faria sentido”. Mais “ligeiros”, os petistas Gilson Pelizaro e Silas Cuba, acompanhados de Graciela Ambrósio (PDT), deixaram, estrategicamente, o plenário na hora da votação. A situação era parecida com a de Valim. Se aprovassem a redação, entrariam em contradição por terem rejeitado o contrato. Se reprovassem, repudiariam as próprias emendas. “Como o regimento não nos permite a abstenção, a saída foi sair. Além disso, foi a forma que encontramos de protestar”, disse Pelizaro.

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