Uma verdadeira odisséia. Mais de 14 mil quilômetros, três oceanos e dois meses de viagem. De Nova Délhi, na Índia, a Santos, de Santos a São Paulo e, enfim, Franca.
Chegou ontem à cidade a nova máquina rotativa do Comércio da Franca, que tornará seu parque gráfico o segundo maior do interior paulista, menor apenas que o da Rede Anhangüera de Comunicação (grupo responsável pela publicação dos jornais Correio Popular e Diário do Povo), de Campinas.
Com 25 metros de comprimento e uma altura que chega a 5,5 metros em sua torre mais alta, a máquina é a única vendida por completo pela Pressline em todo o País. A empresa indiana é uma das líderes mundiais na venda de máquinas para impressão de jornais.
Os números impressionam. Com o equipamento, o jornal terá capacidade de publicar cadernos de 16 páginas, 12 delas coloridas, com velocidade e qualidade excepcionais. São 30 mil cadernos impressos por hora, contra 14 mil da máquina antiga. Para se ter uma noção, o tempo gasto para a impressão do caderno de Classificados na máquina antiga é de três horas e meia. Com a nova máquina, ele será reduzido para menos de uma hora.
Com isso, ganha o leitor, como explica o diretor-responsável do Comércio, Corrêa Neves Júnior. “Hoje em dia estamos renunciando a algumas coberturas por conta do gargalo de impressão. Não dá para esperar. Hoje, nós temos que abrir mão da Fórmula 1 na madrugada e outras coberturas esportivas porque não dá tempo de fazer a cobertura, imprimir o jornal e ele chegar à casa do assinante. Mas, em breve, a situação será outra”.
Além de rodar mais rápido e com isso conseguir uma maior tiragem, o novo equipamento vai possibilitar uma maior qualidade de impressão, sobretudo das fotos, que terão maior definição do que a notada hoje.
Os anunciantes também terão mais espaço. Corrêa Júnior explica que, por causa da dificuldade de impressão, muitos anúncios não puderam ser publicados. Com a nova rotativa, o espaço destinado à publicidade poderá ser ampliado de acordo com a necessidade.
Outra novidade é que o equipamento proporcionará ao Comércio abrir seu parque gráfico para outras empresas. “Vamos abrir o parque para terceiros. Grandes clientes, que queiram impressões em papel jornal ou sulfite de volumes expressivos”, diz Corrêa Júnior.
Economia também é palavra de ordem com a nova máquina. Além de economizar tinta e gerar um impacto ambiental menor, a máquina reduzirá de 5% a 7% o desperdício de papel, sem redução de área impressa do jornal. O número pode parecer pequeno, mas se considerar que o gasto mensal é de 100 toneladas de papel, a redução ganha importância.
Para a instalação da máquina, quatro técnicos estão preparados para virem da Índia ao Brasil - três deles apenas estão esperando o visto de trabalho para chegarem a Franca e testar a nova máquina. Após a chegada dos técnicos, a expectativa é de que a rotativa comece a funcionar dentro de 45 dias. Dependerá dela a data de inauguração oficial do novo prédio do Comércio e da rádio Difusora.
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