Recortes de jornal pontuam curta premiado de francano


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Há 109 anos, Afonso Segredo fez a primeira filmagem no Brasil, registrando a Baía de Guanabara. Lembrando disso, o Comércio foi atrás de pessoas de Franca que tenham ligação com a sétima arte. Até então, o que parecia uma missão difícil acabou sendo mais simples do que o previsto, pois, revirando seus contatos, a reportagem encontrou o programador audiovisual francano André Luís Soares, formado em Imagem e Som pela Ufscar (Universidade Federal de São Carlos), em 2005. Ele ganhou o prêmio de melhor curta-metragem no Festival de Gramado, no ano passado, com Recortes. Em entrevista, André comentou a importância do cinema nos dias de hoje e apontou alguns de seus pontos positivos, como retratar o brasileiro nas telas. “As pessoas estão dando mais valor ao cinema. Isto tudo porque nós nos enxergamos na tela, na interpretação dos atores. Os filmes mostram nossa identidade”, diz ele. Outro fator é o aumento de escolas de cinema. “Eu vejo que os cursos têm aumentado. Hoje tem bastante gente formada”, diz. ‘RECORTES’ Segundo André Luís, seu curta-metragem fala sobre relações humanas e conta a história de Juca, um fotógrafo que tem de resolver a relação entre ele, sua namorada e um irmão. “O pano de fundo é a didatura militar. Neste tempo, Juca coleciona recortes de jornais e no final se livra de toda esta nostalgia e cada um vai para o seu lado. A questão de ser ou não um triângulo amoroso fica no ar”, afirma ele.

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