Exposições de quadros, luminárias, peças teatrais, dança, apresentações de músicas de diversos estilos, tatuadores, badalação, gente bonita e muita, muita arte. Para quem pensava que a cultura tivesse seus momentos de glória apenas em São Paulo está enganado, pois, assim como os paulistas tiveram sua Virada Cultural (ocorrida em 5 e 6 de maio), nós francanos também tivemos a nossa Virada. A única diferença foi o tempo, pois, diferentemente de São Paulo, nosso evento durou apenas 12 horas, metade do que ocorreu na metrópole.
Quem esteve presente concorda: o Zé Brasil é bom demais! E é mesmo. Afinal, foram 12 horas initerruptas de festa (das 20 horas de sexta-feira, dia 15, às 8 horas da manhã de sábado, 16) na Chácara Santa Vitória, próxima ao Pólo Clube. Tudo isto graças aos idealizadores: o Preto e o Cacau, ou melhor, Fernando Henrique Pucci e Luiz Antônio Campos de Figueiredo.
Com uma boa estrutura para receber os mais de 1700 convidados, a festa “Metais e Tambores” fez sucesso, assim como em suas outras edições. Quem passava pela Vila Artística não resistia. Era necessário parar. Ordem da professora de música e uma das responsáveis pelo Centro Cultural Cangoma, Priscilla De Col. “O evento é bacana pois tem uma proposta diferente. O ‘Funk Como Le Gusta’ compensou. Além disso, tem teatro, dança, exposições...
Franca precisa disso sempre”, disse ela.
Dentre as novidades, o público pôde conferir os trabalhos de Thiago Spina e Ana Carolina Gabarra, expostos em conjunto na festa cultural. “Além de trabalhar com a pintura, me dou bem com outras artes. Trabalho também com cinema, literatura e sou terceiranista do curso de Educação Artística da Unifran (Universidade de Franca)”, afirma Thiago.
Outros destaques da Vila Artística foram o decorador Edson Borges e o artista Layner, que possuem uma característica em comum: são artistas das luzes e estiveram na festa para mostrar a todos seus trabalhos com luminárias. Edson é um metalúrgico aposentado e há dois anos também faz lustres. Já Layner está há oito anos na estrada e confeccionou em torno de 100 luminárias. Seus trabalhos também são expostos e podem ser comprados. “Me inspiro no intuito de valorizar produtos remanescentes de Franca. Já expus em diversos lugares e muitos já compraram meus trabalhos”, comemora o artista.
Quanto às apresentações teatrais, a magia dos palcos ficou a cargo do grupo de teatro da Unifran, coordenado por Ulisses Lopes. Na festa foi apresentado o espetáculo Solos de Bandeira, que desde 2005 está em cartaz. Esta não foi a primeira vez que o grupo participa da festa francana. No ano passado, os artistas apresentaram A Hora e a Vez de Augusto Matraga, adaptação do conto de João Guimarães Rosa. Além da Unifran, o Cangoma também teve vez. Por volta de 1 hora, os membros do grupo do Centro Cultural saíram em cortejo pela chácara e apresentaram o seu Maracatu.
Porém, não só de arte viveu a 3ª edição de “Metais e Tambores” em Franca. Em algumas tendas, o ambiente se assemelhava ao de uma boate, com luzes mágicas, cheias de cores e estilos. Além da decoração, a animação durante o show da banda “Funk Como Le Gusta” era evidente e os conhecidos pela canção 16 Toneladas agradeciam sempre a hospitalidade do público de Franca. E pelas conversas que o Comércio teve com alguns presentes, a aprovação veio em cheio. “Eu vim à festa para curtir o trabalho de um DJ e nem conhecia o ‘Funk’. Superou minhas expectativas”, afirma o empresário ribeirãopretano Maurílio Caldana, 27, se referindo ao DJ francano Gui Scott, que também se apresentava na festa cultural.
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