A Santa Casa recebeu um “abraço” de cerca de 350 pessoas - segundo cálculos da Polícia Militar - na manhã de ontem. De mãos dadas, elas formaram um círculo ao redor do prédio do hospital e, juntas, rezaram o “pai-nosso” e entoaram um “parabéns a você” da instituição que comemora 110 anos de existência. De lá, foram para a Praça Nossa Senhora da Conceição, onde foram distribuídos 110 quilos de bolo. As pessoas puderam, ainda, fazer exame de diabete e medir a pressão arterial.
O diretor-clínico da Santa Casa, Marcelo de Paula Lima, aprovou o resultado do evento. “O recado foi entendido pelas pessoas. Todos que já precisaram do hospital sabem de sua importância para a cidade e região”, disse. “Estou emocionado”.
A vendedora Anália Maria Ribeiro, 45, chegou a chorar durante a comemoração. Ela disse que teve sua vida salva por médicos da Santa Casa e que hoje participa de todas as campanhas e eventos da instituição. “Só quem passa sabe o que é uma doença. Se eu tivesse muito dinheiro, ajudaria mais. Como não tenho, compareço e peço para que todo mundo prestigie a Santa Casa. Ela é nossa”, disse, com lágrimas nos olhos.
SEM APOIO
Em vez de solidariedade, a distância. Em um momento em que a Santa Casa necessita de ajuda de qualquer parte que seja, a nota fora ficou por conta dos políticos da cidade. Somente o deputado estadual Gilson de Souza (DEM) compareceu à comemoração dos 110 anos do hospital. O deputado estadual Roberto Engler (PSDB) e o federal Marco Ubiali (PSB) se limitaram a enviar representantes.
O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) não apareceu. O mesmo ocorreu com os 15 vereadores e os secretários municipais. Nenhum foi visto em frente do hospital ou na praça. O responsável pela Saúde municipal, Alexandre Ferreira, “parceiro” natural da instituição, também ignorou o evento.
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