Ser um representante da comunidade dentro do jornal de maior inserção na sociedade de Franca e regiãA confere àquele que desempenha a função muito mais do que status. Significa responsabilidade. E os membros do Conselho de Leitores do Comércio da Franca têm consciência disso. Eleitos na noite da última quinta-feira, eles foram até o jornal na sexta-feira para se conhecerem e ouvir as orientações gerais do gestor de Relações Corporativas do jornal, Luiz Neto. A partir do dia 1º de julho e por um período de um ano, sem remuneração, eles passam a opinar sobre o conteúdo produzido e publicado no jornal.
Com 102 inscrições, o grupo responsável pela escolha dos membros do conselho conseguiu agrupar pessoas dos mais variados grupos sociais, etários e profissionais. A escolha foi mais difícil do que na eleição do primeiro conselho, em 24 de agosto de 2005, quando apenas 19 pessoas disputavam as 18 vagas. São médicos, sapateiros, servidores públicos, corretores de seguro, estudantes, profissionais liberais e professores, entre outros.
A 1ª suplente Margaret Aparecida Nascimento Leite, que mora em Patrocínio Paulista, é a única que não mora em Franca, mas não é a única que não nasceu na cidade. O grupo conta com mineiros, cariocas e goianos.
De um lado, um jovem de 17 anos, estudante, que espera mostrar o que os mais novos querem ver no jornal. Do outro, a experiência de um médico e de um vendedor, ambos com mais de 55 anos. Juntos, formam o espectro da sociedade para a qual o jornal é escrito.
Dos 18 selecionados, quatro são da primeira edição do conselho do jornal, que entregam o cargo no próximo dia 30. Entre eles está a corretora de seguros Juliana Sanches Passos, de 29 anos. Ela diz que, com a experiência que adquiriu no primeiro conselho, pode falar sobre a importância do grupo para o jornal. “Ele é fundamental em certos aspectos. De mudança, de transformação, de trazer realmente lá de fora a visão, não só nossa, como de todos que estão a nossa volta.”
Além de contribuir para melhorar a qualidade do jornal, a permanência no conselho vai ajudar a estudante de jornalismo Irinéia Donizete da Silva. “Deixei um serviço que tinha para me dedicar mais aos meus estudos e este conselho veio para aprimorar meu senso crítico e servir como um laboratório.”
Entre as novatas, uma é participante freqüente do painel Opinião do Leitor. É a educadora Ana Célia de Freitas. Apesar de ser a primeira vez que está no conselho, ela é velha conhecida do jornal. Ana Célia manda correspondências comentando as matérias publicadas pelo veículo com freqüência quase diária.
O que o jornal espera é justamente isso, comentários e críticas. “Com o primeiro conselho, houve muitas críticas que a gente acatou. Muitas das nossas direções foram mudadas a partir de observações do conselho anterior”, diz a presidente do Conselho Administrativo do jornal e editora do Caderno Artes, Sônia Machiavelli Corrêa Neves.
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