Em 1998, o Unimed/Franca tinha uma missão difícil: virar a série contra Ribeirão Preto para ficar com o título do Campeonato Nacional. O time havia perdido as duas primeiras partidas (93 a 83 e 87 a 85) e poucos acreditavam no “caneco”. Impossível? Quase. Como Hélio Rubens Garcia gosta de dizer, a equipe se superou e venceu os três jogos seguintes (87 a 71, 82 a 80 e 83 a 73), dois foram fora de casa, em Araras.
Nove anos depois, a situação é a mesma só que na semifinal do torneio. Franca joga em Uberlândia, hoje, 17, às 13 horas, com a pressão de vencer para não ser desclassificado do Campeonato Nacional. Ainda precisa ganhar o quarto confronto, segunda-feira, às 20 horas, novamente em território inimigo. Só assim forçará a realização da quinta partida que valerá uma vaga na final para o Póli, na quarta-feira.
Os mineiros fizeram 2 a 0 na série melhor-de-cinco ao conquistar vitórias seguidas no Póli. O primeiro jogo terminou 75 a 74 e o segundo, 99 a 97, com direito a empate no tempo regulamentar e virada na prorrogação.
Os jogadores do Unimed/Franca viajaram sábado à tarde para Uberlândia e realizaram um treino à noite. “A gente sabe do potencial da nossa equipe. É difícil? É, mas não impossível. Já fizemos isso outras vezes”, lembrou o armador Helinho, que estava na final contra Ribeirão Preto. Na última partida ele teve um dos piores níveis de eficiência, 13%. Entre os titulares, o pior foi também de outro Hélio, esse do Uberlândia, com 10%.
O armador Valtinho, decisivo para a vitória do Uberlândia nas duas oportunidades, disse que o segredo para fechar a série é humildade. “Vamos jogar como se estivesse 0 a 0. No entanto, queremos fechar a série neste terceiro jogo, para não dar chances deles crescerem”, afirmou.
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