Tamanho é documento?


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“Tamanho NÃO é documento”. A frase bastante usada por quem tem baixa estatura não se encaixa em uma conversa de garotos quanto o assunto é pênis. Mas, que atire a primeira pedra quem nunca espiou o órgão genital do amigo, num banheiro masculino, e comparou com o seu imaginando que ele poderia ser diferente. Assim como as mulheres, que sempre se acham gordas, mesmo não estando, boa parte dos homens também está insatisfeita com o tamanho do seu pênis. Mas, definitivamente, tamanho é documento neste caso? Segundo os médicos e especialistas, a resposta é não. Se o seu “garoto” tiver mais que 9 centímetros de comprimento, quando ereto, provavelmente não fará feio na hora “h”. A explicação é a seguinte: mesmo que pareça pequeno, a cavidade vaginal da mulher adulta tem de 7,5 a 10 centímetros de comprimento, portanto... relaxe (e goze, como diria a ministra do Turismo e sexóloga Marta Suplicy). De acordo com o médico urologista Otto Cézar Barbosa Júnior, 99% dos jovens que o procuram no consultório têm o pênis em tamanho considerado normal, mesmo assim se queixam. “É comum essa preocupação, mas desnecessária. Na verdade é preciso querer ter qualidade. Se quando ereto o tamanho atingir com totalidade a cavidade da mulher, não há por que se preocupar”. Os mitos e preconceitos em relação ao órgão genital masculino não param por aqui. Disfunção erétil e ejaculação precoce também estão na lista de queixas no consultório do médico. “Assim como o tamanho do pênis, essas causas também vêm da cabeça, do emocional”, disse Otto. O urologista pode ser considerado, nesses casos, como se fosse um terapeuta ou mesmo um professor de anatomia, já que as pessoas precisam mais de informações que medicamentos. No caso da disfunção erétil - ou a popular ‘brochada’ -, o nível de estresse e ansiedade são as principais causas. Ela não é incomum nos jovens como muitos podem pensar, mas se acontecer repetidas vezes e incomodar, a dica é procurar um profissional. Na ejaculação precoce, o problema é semelhante, mas não se relaciona ao estresse e sim à ansiedade. “Este distúrbio é o campeão no meu consultório e um dos maiores motivos de preocupação dos jovens, até mais que o tamanho”, contou o urologista. Diferente das garotas que falam abertamente sobre TPM (Tensão pré-Menstrual), menstruação e transa, no mundo dos meninos, esse tipo de assunto fica mesmo entre quatro paredes: as do consultório médico.

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