‘Homem-aranha’ é condenado a 54 anos de cadeia por estupros


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Dois anos após ser preso, Evanildo Domingos, 36, o “Homem-Aranha”, começou a prestar contas à Justiça. Apontado pela polícia como autor da maior parte dos estupros que aterrorizou as estudantes da Unesp (Universidade Estadual Paulista) durante cinco anos em Franca, ele foi julgado e condenado em dois dos crimes a ele atribuídos. Somadas, as condenações atingem 54 anos. E é apenas o começo. Evanilson foi preso por agentes da DIG, em novembro de 2005, na cidade de Caldas Novas (GO). Segundo a polícia, ele admitiu crimes em 29 endereços de Franca. A lista compreende 15 estupros, 5 invasões de domicílios, 5 danos e 4 atentados violentos ao pudor. Do total, 18 têm relação com estudantes da Unesp. Exames de DNA comprovaram que ele violentou e estuprou quatro mulheres na cidade. No dia 26 de abril de 2007, ele foi condenado a 20 anos de reclusão em regime fechado por um dos crimes. O segundo julgamento aconteceu no dia 30 de maio. Desta vez, a pena foi mais severa: 34 anos e dez dias de multa. Foi condenado por estupro, atentado violento ao pudor e roubo. A sentença é do juiz Luciano Franchi Lemes, responsável pela 1ª Vara Criminal. A segunda condenação se refere ao ataque ocorrido no dia 10 de agosto de 2005. A vítima dormia, quando o “Homem-Aranha” entrou no apartamento e a ameaçou com uma faca. Manteve sexo anal e vaginal com a mulher, que ainda foi obrigada a realizar sexo oral nele. Antes de fugir, o maníaco roubou dinheiro. Evanildo chegou a confessar o crime na delegacia durante o inquérito. Na fase processual, voltou atrás e alegou ter admitido o crime “mediante constrangimento físico e moral”. No entendimento do juiz, prevaleceu a confissão, que aliada a outras provas, evidenciou a culpa. Exames periciais comprovaram que era dele o esperma encontrado na vagina da vítima. Diante das evidências, o “Homem-Aranha” pegou 10 anos pelo estupro, 10 pelo sexo anal, 10 pelo sexo oral e 4 anos e 10 dias multa pelo roubo. Ele está preso na Penitenciária II de Serra Azul (SP), região de Ribeirão Preto, e poderá recorrer da sentença, porém, não em liberdade.

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