A opção de cada um


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O inesquecível Newton Boechat, em suas palestras sempre afirmava: “é mais fácil o homem viajar de um planeta para outro do que viajar de uma alma para outra alma’. Se observarmos os preconceitos, os tabus, verificaremos sem dúvida, o quanto é difícil (quase impossível) conhecermos outra alma. E nunca, como agora, os tabus têm sido quebrados com tanta rapidez! Vivíamos no extremo do proibido e saímos para o utro lado, do ‘tudo permitido’. Nesse movimento pendular é que avançam as conquistas da humanidade. Os dois extremos são prejudiciais: o do ‘tudo proibido’ por impedir as conquistas humanas, o do ‘tudo permitido’ pelos excessos que são cometidos em seu nome. Mas, inevitavelmente, as forças que interferem no movimento conduzirão ao equilíbrio, como é a vontade de Deus. Por ora as coisas parecem confusas, tumultuadas, sem limites. Só por ora, que é a época da reforma. Dia virá, entretanto, que tudo se acomodará, direitos e deveres serão a tônica da convivência social. Assim é que, no tocante à sexualidade humana, nunca se viu fatos como os que agora ocorrem. Total liberdade para cada um viver como lhe aprouver, sem ter de prestar contas a ninguém. Esse é o ideal? Como dissemos acima, o ideal está em cada um cumprir com os seus deveres para que possa conquistar os seus direitos. Na pergunta 200 de ‘O Livro dos Espíritos’, Allan Kardec interroga as entidades, dizendo: ‘Têm sexo os espíritos?’. Os espíritos responderam: ‘Sim, mas não como entendeis’. Queriam eles ensinar que os espíritos têm uma energia sexual, que, morfologicamente, ora se manifesta como ‘homem’ e ora como ‘mulher’. A energia, em si mesma, não é masculina ou feminina. É energia. Dependendo das necessidades evolutivas do espírito é que ele reencarna como homem ou como mulher. Para a Justiça Divina não importa a morfologia, importa o que fazemos com o corpo que Deus nos ofereceu para nossa evolução. Surge por isso, algumas vezes, indivíduo que, embora tendo corpo com morfologia masculina adote as características femininas preponderantes no seu evoluir. E da mesma forma no campo feminino, isto é, morfologia feminina e psicologia masculino. E isso se dá não por erro de programação reencarnatória. Dá-se por necessidade evolutiva, por carência de experiência do espírito no seu caminhar rumo à perfeição. Pode dar-se, ainda, por desejo do próprio reencarnante para se proteger das ciladas que a vida humana apresenta. E, o que se deve lamentar, é a promiscuidade que a televisão tanto alimenta. Não o direito que cada um tem de viver como lhe agrade. Promiscuidade, aliás, que é lamentável em qualquer circunstância, seja no hétero, como no homossexual. O que deve imperar em qualquer relacionamento é o amor sincero entre as criaturas, respondendo cada um pelos resultados dos seus atos. FELIPE SALOMÃO é bacharel em Ciências Sociais e membro da diretoria do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)

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