Um dia depois da vitória surpreendente do Uberlândia sobre o Unimed/Franca, por 99 a 97, quinta-feira, o clima durante o treino da tarde de ontem, no Póli, era de lamentação e resignação. O velório tem razão de ser. Os mineiros abriram vantagem de 2 a 0 na série melhor-de-cinco da semifinal do Campeonato Nacional, com dois sucessos em Franca. O terceiro jogo acontece amanhã, às 13 horas, em Uberlândia e se os francanos não vencerem, acaba a temporada 2006/2007 para a equipe. O quarto será novamente em Minas Gerais.
Ontem, o técnico Hélio Rubens era um dos que mais aparentava abatimento. “Me deu uma dor de cabeça muito forte. Fiquei analisando o jogo e não consegui dormir”, afirmou.
Nem acabara de falar sobre seu mal-estar, Hélio viu o Rogério chegar na quadra e pedir para que o técnico o liberasse do treinamento. “Bati joelho com joelho no jogo e estou sentido dores”, disse o jogador ao treinador. O comandante da equipe, de pronto, não hesitou. “Hoje (ontem), vamos apenas bater bola.” O ala não precisou sequer colocar o uniforme.
Sem ânimo, outros jogadores brincavam de arremessos na quadra. Outro assunto tomou conta das rodinhas: a briga entre jogadores, comissão técnica e diretoria com homens da Polícia Militar. O lance em que Valtinho empatou a partida no tempo regular foi tratado como “de muita sorte”. Com o placar de 89 a 86 a favor aos donos da casa e a menos de cinco segundos para o final, ninguém esperava que o armador fosse empatar o jogo ao converter três lances livres resultado de duas faltas.
Apesar da fase ruim, Hélio profetizou. “Nós orientamos os jogadores que um time que chega na final tem de superar tudo”, disse. Ao falar em esperança, o Minas venceu o Brasília por 77 a 75 ontem. Agora, a série está 2 a 1 para o time do Distrito Federal.
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