PM desfere golpe de cacetete em Murilo


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Ainda em quadra e após acusações mútuas de agressão, Murilo é cercado pelos policiais militares e protegido por Mineiro e pelos seguranças do clube
Ainda em quadra e após acusações mútuas de agressão, Murilo é cercado pelos policiais militares e protegido por Mineiro e pelos seguranças do clube
Ao conquistar a vitória com dois lances livres originados em uma falta muito questionada pela equipe francana, já na prorrogação, o armador Valtinho soltou um grito de vitória. Pareceu o sinal para que jogadores, comissão técnica e dirigentes do Unimed/Franca irrompessem contra a arbitragem. Fernando Serpa (RS) e Wilton Domingos (DF) tiveram de ser escoltados na saída da quadra. Torcedores, jogadores e diretores partiram para cima da dupla e a Polícia Militar formou um cerco na entrada dos vestiários. O pior veio aí. No meio do empurra-empurra que se seguiu, o pivô Murilo teve o braço direito atingido por um golpe de cacetete. Um policial militar da Força Tática, identificado apenas por Reginaldo, foi o autor do golpe. Mais tarde e extraoficialmente, veio a público a versão de que ele teria sido ferido no nariz após um tranco que teria sido dado por Murilo em seu escudo. Não foi definido qual das ações teria acontecido primeiro. Com os nervos a flor da pele, PMs partiram para cima do jogador. Um segurança do clube entrou no meio e acalmou os ânimos. O PM continuou com o escudo em uma mão e o cacetete na outra. Os policiais tentaram levar o atleta para a delegacia dentro de um camburão. Só a presença de um advogado colocou panos quentes na situação. Murilo foi para a delegacia no carro do advogado. Um termo circunstanciado foi lavrado e o sub-comandante do 15º Batalhão da PM, major João Paulo Macedo Brandão, entrou em contato telefônico com o advogado do jogador e o PM, quando todos ainda estavam no plantão. Ninguém revelou o teor das conversas. O capitão Alexandre Wellington, oficial de serviço, disse que pedirá as imagens da televisão sobre a triste ocorrência. Essa foi a segunda vez que um jogo de basquete termina na delegacia nesta temporada. Em maio, na final contra Assis, pelo Paulista, o presidente do clube, Paulo Silas Carvalho, acusou o pivô Gastão de tê-lo agredido após a vitória por 96 a 84.

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