Agressão a perito deixa clima tenso na agência do INSS


| Tempo de leitura: 2 min
O presidente do Sinsprev, Gilberto Silva, mostra um grampeador semelhante ao que foi atirado contra o médico
O presidente do Sinsprev, Gilberto Silva, mostra um grampeador semelhante ao que foi atirado contra o médico
Os médicos peritos do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) em Franca tiveram uma quinta-feira tensa. O clima foi resultado de uma agressão registrada na manhã de quarta-feira, quando um paciente atirou um grampeador e chutou um dos profissionais por não concordar com o resultado do exame de perícia feito. Por conta da agressão, uma carta de protesto foi elaborada pelos funcionários e deverá ser encaminhada ao Sindicato Estadual da categoria, em São Paulo, no início da semana que vem. A idéia é pedir apoio para que agressões como a que ocorreu não se repitam. Além disso, os funcionários estudam se farão alguma manifestação para chamar a atenção da sociedade para o problema. “Não podemos ignorar o que aconteceu”, disse o diretor do Sinsprev (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência) de Franca, Gilberto Silva. Para ele, a violência contra a categoria é conseqüência de anos de sucateamento do sistema previdenciário. “A culpa é do governo, não culpo os segurados”. Segundo Gilberto, este foi o terceiro caso de agressão em Franca desde 2002. A chefe do INSS de Franca, Célia Visconde, disse que já está prevista uma reforma, pelo governo federal, para reforçar a segurança dos prédios e no atendimento. “Mas não há previsão para o início das obras. O número de funcionários e peritos não é suficiente para a demanda mas o governo está investindo em melhorias ao longo dos anos”. A AGRESSÃO O caso que gerou a preocupação dos funcionários aconteceu às 10 horas da quarta-feira, quando o médico perito Sergino Mirandola Dias teria sido agredido pelo vendedor João Viana de Medeiros. Irritado com o resultado do exame, Medeiros teria atirado um grampeador contra o médico e dado chutes e pontapés. “Já era a segunda perícia com ele (Sergino) e ele nem olhou para meus exames. Eu tinha acabado de ouvir uma senhora reclamando da grosseria dele. Fiquei nervoso e perdi a cabeça”. Dias não quis se pronunciar sobre o assunto.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários