Santa Casa: o que comemorar


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Mãe das benemerências, inspiradora do voluntariado organizado, as Santas Casas nasceram da melhor herança que os portugueses nos deixaram, marcada pela Evangelização e Assistência Social. Suas raízes estão em Lisboa, Portugal, por inspiração da Rainha Leonor de Lencastre, onde foi instituída a primeira Santa Casa no mundo. Dentre os países conquistados pelos portugueses, foi o Brasil que se destacou nas ações sociais. A casa foi fundada logo após o descobrimento, em Olinda, no ano de 1539, depois em 1543 na cidade de São Vicente; Salvador, em 1549 (Bahia) e São Paulo, em 1599. Na cidade de Franca capitaneada por Monsenhor Rosa, no ano de 1897, nasceu a irmandade, a partir de um grupo de notáveis beneméritos que o seguiram nessa jornada. A curiosidade fica por conta daquilo que consideramos quase uma ‘sina’. Contam estórias sobre a Rainha Leonor muito parecidas com aquelas que gostam de contar sobre a Santa Casa e as entidades filantrópicas. Não raro suspeitas e dúvidas quanto gestões, vitimadas pela esquizofrenia dos discursos políticos e palanqueiros tentando falar sobre uma justiça que não conhecem de perto, a social. ‘A rainha, na calada da noite, saía sorrateiramente do seu leito, onde dormitava o nobre marido. Pé ante pé, saía sem que fosse notada sua ausência. Fofoqueiros de plantão foram ao rei, pois acreditavam que àquela hora da noite, mais ou menos 20h00, 20h30 (naquele tempo dormia-se cedo), coisa boa não haveria de ser. Traição, adultério, as insinuações dos ‘mui amigos do rei’. Trevas caíram sobre esse relacionamento que passou a ser conflituoso e sofrido. Como não se defendia, as dúvidas cresciam e a indignação dos súditos também. ‘Façamos uma ‘intervenção’ para acabar com essa vergonha’ houvera dito o então ministro do Rei. Seguiram-na. Uma surpresa, porém, os aguardava. Não era um homem só, mas sim vários, acompanhados de mulheres, idosos e crianças famintas, esperando pelo pão que a rainha distribuía generosamente arriscando sua vida e sua reputação’. Qualquer semelhança é mera coincidência. Os personagens são reais e literalmente a estória é uma das muitas que continuam circulando por aí. Por isso, basta do discurso conspiratório de governos e pessoas que ainda concedem às entidades um tratamento esquizofrênico conspiratório, como diz o senador Flávio Arns, do PT, líder do movimento apaeano no Brasil. A filantropia vem sofrendo reiteradas vezes iniciativas de desqualificação de seu trabalho social, por aqueles que talvez nunca se envolveram seriamente com uma causa! Esse trabalho tem sido essencial para a construção da cidadania, um alicerce para uma sociedade de todos. Como a rainha Leonor de Portugal, a Santa Casa divide o pão, não o que sobra como o que a rainha distribuía, mas do pouco que tem, fazendo dívidas, mas salvando vidas. Esta dívida é devida aos governos que não conseguiram ainda imitar ou mesmo arremedar o coração e a razão da lógica de uma insistente e até irreverente crença na vida! Por toda essa trajetória é preciso comemorar, pois só os covardes e medrosos não comemoram, certamente porque não têm nada a comemorar! Santa Gianna, padroeira da Santa Casa de Misericórdia de Franca, rogai por nós pecadores! PAUSA PARA O CAFÉ! Fulgêncio Taveira, chamado para o cafezinho. Decano da rainha, não de Portugal, mas da outra, a plebéia. Inteligência, competência, lealdade e fraternidade a uma causa, a causa da vida! Café doce, com sabor de vitórias, acompanhado de uma fatia do bolo, tudo decorado com laços de cetim! ONGUEIROS SIM, MILONGUEIROS NÃO! Os adeptos da filantropia enriqueceram o vocabulário com um novo termo. São os ongueiros, aqueles fãs de carteirinha das entidades assistenciais. São aqueles que contribuem com o seu possível por uma causa do bem, enfim são os maníacos em fazer caridade. Milongueiros, ao contrário, são os adeptos de palanques, políticos ou não, que só criticam quem ousa praticar o bem. Deve ser o tal questionamento pelo egoísmo umbilical que assola a política vigente! MULHERES EM REDE A ex-primeira-dama Ruth Cardoso, ongueira de carteirinha, vem provar que a solidariedade dispensa títulos. Continua na ativa provando que onde vai um ongueiro, acontece uma ONG! Visitando uma estilista sua amiga, não falou de frufrus nem balangandãs, mas contaminou a amiga e as duas pensam no projeto Mulheres em Rede. Esta ONG prevê a colocação de pessoas no voluntariado capacitando-as para o exercício dessa vocação. A quem não dispuser de tempo mas quer ajudar, doam mensalmente um valor para a consecução de objetivos sociais, missão da nova ONG. Que tal esta idéia? VIDA ETERNA “Na vida eterna Deus não vai te perguntar certamente, o que fez para proteger seus direitos, mas sim o que fez para garantir o direito dos outros, e nem sobre o carro que costumava dirigir, mas sobre o número de pessoas que necessitavam de ajuda e você transportou”. (Whit Criswell)

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