“Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros - é a única”. A citação do teólogo e filósofo alemão Albert Schweitzer ilustra bem uma confusão estabelecida nos bastidores da Educação em Franca. Uma desavença entre a dirigente regional de Ensino, Ivani Marchesi, e a diretora da Escola Estadual “Caetano Petráglia”, Dora Bordignon, virou caso de polícia. Ivani procurou a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) para dar queixa de Dora, alegando ter sido chamada de “negrona”.
Foi registrado um Boletim de Ocorrência de injúria com racismo para apurar o “barraco” e as investigações estão em andamento.
De acordo com fontes ligadas à Delegacia de Ensino, a confusão teria ocorrido em maio e não se tornou pública porque as partes “abafaram” o caso. Uma fofoca teria principiado toda a confusão. Uma pessoa que conhece as duas diretoras teria dito a Ivani que, por razões não esclarecidas, Dora a chamara de “negrona”. Ivani teria acreditado na história e, indignada, procurou a polícia para denunciar a colega pela suposta ofensa.
Após saber que a notícia tinha vazado, a dirigente regional preferiu o silêncio. Não quis comentar o assunto, dizendo se tratar de um problema particular. “Não vou colocar isso em público. Se alguém já te deu a notícia, já te deu e pronto. Não estou falando sobre esse assunto. Dou entrevista a você sobre assuntos relacionados à Diretoria de Ensino”, disse ela, ontem, ao Comércio.
Já Dora repudiou a atitude de Ivani. Negou qualquer tipo de discussão e disse ser perseguida por Ivani. “O que é isso? Não tivemos problema nenhum. É uma perseguição que estou sofrendo, é uma coisa bárbara. Ela está fazendo uma coisa em cima da outra para prejudicar a mim e ao meu marido, que é professor”, disse. “Como diz que a chamei de negrona? Nem vi essa mulher”.
ABAFA
Maior que todo “bafafá” é a força que tem sido feita para ocultar a briga. Apurações da reportagem deram conta que uma sindicância interna teria sido instaurada na Delegacia de Ensino para investigar a confusão. Mas, no órgão, ninguém confirma a informação. Ivani, menos ainda. A dirigente negou-se a comentar a abertura do procedimento. “Não confirmo e não falo sobre esse assunto”.
A polícia também se nega a dar detalhes do ocorrido. A delegada da DDM, Graciela David Ambrósio, disse que não pode falar nada sobre o assunto, já que as partes envolvidas pediram sigilo. “As duas já foram ouvidas e estamos analisando o caso”, finaliza.
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