Moradores adoram o sossego do bairro


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Na falta de transporte público, moradores pegam carona em ônibus escolar ou ficam horas na saída do bairro à espera de algum motorista que vá para Capetinga; na hora da volta vivem o mesmo transtorno
Na falta de transporte público, moradores pegam carona em ônibus escolar ou ficam horas na saída do bairro à espera de algum motorista que vá para Capetinga; na hora da volta vivem o mesmo transtorno
Cada morador tem sua história de como foi parar no bairro de Goianazes, a 12 quilômetros de Capetinga (MG). A grande maioria morava em fazendas nos arredores e preferiu mudar para o vilarejo em busca de um pouco mais de conforto. E foi ficando. O aposentado Marcílio Ferreira, 85, é um deles. Ele está no vilarejo há 30 anos e hoje passa o dia sentado na varanda vendo quem chega e quem sai do bairro. A primeira casa que se vê logo na entrada do bairro rural é a dele. “A única desvantagem é que quando estou dormindo muitas vezes acordo com o barulho de carros e motos. Tirando isso é sossegado”. A poucos metros de sua casa, mora a dona de casa Geralda Alves de Pádua, 71. Ela ficou no vilarejo até os 28 anos e depois que se casou foi para Ribeirão Preto, onde morou por 23 anos. “Eu preferi voltar. Queria sossego e daqui não quero mudar mais não”, disse ela que hoje mora em Goianazes com o filho adolescente. [FOTO2] O aposentado Sebastião Pereira de Carvalho, 54, se casou aos 22 anos e se mudou de uma fazenda próxima para Goianazes com a mulher Alvarina Furtado Carvalho. O casal teve dois filhos que foram criados no local. “Hoje eles são casados e, para trabalhar, moram em São Sebastião do Paraíso, distante 30 quilômetros. Eles não voltam mais não. Lá, eles trabalham e aqui no bairro só tem emprego nas roças. A gente sente saudade, mas por enquanto vamos ficando”, disse Alvarina. Na companhia do casal, vivem atualmente 20 gatos, 5 cachorros e um monte de galinhas. Sebastião já foi até vereador, mas desistiu da vida pública. Apesar disso, faz questão de frisar que conseguiu uma vitória para os moradores. “Ninguém aqui tinha escritura das casas. Quando fui vereador, consegui esse feito. Pelo menos isso”. Hoje Sebastião fica a maior parte do tempo na Praça Onório Silvério, onde está a Igreja Divino Espírito Santo em que é rezada missa uma vez por semana.

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