Coincidência ou não, a última apreensão de Citotec feita pela polícia em Franca ocorreu há um ano, em junho de 2006. Dois comprimidos do medicamento foram encontrados por investigadores da DIG na casa de um vendedor no Bairro Santa Rita, o mesmo em que mora a menor acusada de provocar o aborto. Os agentes da DDM vão apurar se as ocorrências podem ter alguma relação.
A delegada Graciela Ambrósio esclarece que a venda do Misoprostol (Citotec), recomendado para o tratamento de úlceras, é proibida no Brasil. Normalmente, o medicamento entra no País vindo do Paraguai e é comercializado clandestinamente no mercado negro.
Por se tratar de um negócio ilegal e de interesse mútuo das partes envolvidas, é tarefa complicada chegar ao responsável pela venda.
Como não acreditou nas versões apresentadas pelas mulheres, a equipe da delegada Graciela apertará o cerco para tentar descobrir a verdade. “O que posso confirmar é que a menor está caindo em contradição. A madrinha dela terá que explicar e comprovar como o remédio de venda proibida foi parar na sua gaveta. Temos que descobrir a origem. A venda do Citotec é proibida e, por isso, caracteriza crime”.
A médica que atendeu a estudante e encontrou o comprimido deverá ser ouvida novamente. “O comprimido será enviado para perícia, mas quero ouvir a médica e saber se realmente ela confirma o uso do remédio como método abortivo”.
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