“Eu quelo falar dileito”. Não é apenas o Cebolinha, da Turma da Mônica, que fala errado. Com certeza você tem aquele primo, aquele amigo, ou mesmo aquele conhecido que troca o “r” pelo “l” ou vice-versa. Felizmente, o mercado de fonoaudiologia é crescente em todo o País e em Franca a situação não é diferente.
A Unifran (Universidade de Franca) forma a cada ano 80 novos profissionais, que ajudam pessoas com dificuldades de pronúncia, audição, linguagem oral e escrita, postura e, principalmente, para aperfeiçoarem sua comunicação.
A professora de fono da Unifran Nívea Maria Gomes confirma esse dado. “Hoje a procura maior nas clínicas é de pessoas que querem se aperfeiçoar na hora de falar”, disse. Por conta disso, o mercado de trabalho se expande cada vez mais. De acordo com dados do Conselho de Fonoaudiologia de São Paulo, existem 176 profissionais registrados em Franca, número considerado representativo pelos profissionais da voz.
Na própria Unifran os alunos participam de um estágio para o aprimoramento das técnicas da profissão antes mesmo de se formarem. “O estágio é extremamente importante para eles. Cuidam de crianças em creches, estudantes de escolas e pacientes de hospitais”. Essa ação é feita por encaminhamento do professor. “Estamos sempre supervisionando os alunos para não ocorrer erros”, acrescenta.
A maioria dos estudantes do curso de fono da universidade é composta por pessoas jovens e do sexo feminino. Mas parece que esse quadro está mudando. “A cada ano percebemos um aumento na quantidade de alunos mais velhos, inclusive homens”, disse Nívea.
Um exemplo é a estudante Maria Joaquina, de 36 anos. Ela está no 3º ano do curso e decidiu ser fonoaudióloga por ver na profissão um modo de ajudar as pessoas. “O que me incentivou foi saber que irei trabalhar ajudando o próximo. Sou mãe e sei o quanto é importante saber falar e se expressar corretamente, ainda mais no mundo de hoje, onde dependemos muito da comunicação”.
Maria Joaquina tenta levar tudo o que aprende para sua casa. “Sempre que observo alguém escutando rádio ou a TV em um volume muito alto, peço para abaixar, pois prejudica bastante nossa audição”, disse.
O salário de um fonoaudiólogo varia de acordo com a área de atuação, que pode ser em indústrias, hospitais, universidades e em clínicas de tratamento, sendo que, para cada um deles, o profissional tem um piso salarial diferente. Para início de carreira o valor médio é de R$ 1 mil mensais.
A Unifran abre anualmente um total de 80 vagas - 40 diurnas e 40 noturnas -, com duração de quatro anos. A mensalidade para quem quer seguir a carreira é de R$ 500 atualmente. Mais informações pelo telefone (16) 3711-8888.
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