Depois de fazer a desativação e remover os presos para Franca, a Polícia Civil retornou à cadeia de Ituverava, ontem, e arrancou as grades do prédio. O ato marcou simbolicamente o fim dos presídios da região. “Aos poucos, vamos fechar todas as cadeias da nossa área”, prometeu o delegado seccional, Maury de Camargo Segui.
Com capacidade para 33 presos, a cadeia de Ituverava abrigava 71 até a tarde de segunda-feira. Foram distribuídos em Franca (68) e Pedregulho (3). A falta de estrutura do imóvel foi a justificativa para a desativação. “Localizado no Centro, o prédio será transformado em um local de utilidade pública. Abrigará um minipoupatempo para a retirada de documentos, a Ciretran e o arquivo de papéis de valor, como documentos históricos e laudos”.
Antes de Ituverava, a Polícia Civil fechou o presídio feminino de São José da Bela Vista e a cadeia de Itirapuã. Agora, apenas Igarapava, Miguelópolis e Pedregulho, possuem cadeias nas 17 cidades que compõem a região sobre abrangência da Delegacia Seccional local. “A de Igarapava será a próxima a ser fechada.
Esperamos desativar todas tão logo o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca fique pronto”, finalizou Maury de Camargo.
Segundo informações do policial, a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) já abriu licitação para escolher a empresa responsável pela construção do CDP. O dinheiro já estaria reservado e a expectativa é que as obras comecem em novembro. A nova unidade também representará o fim do presídio do Guanabara.
Superlotada com a vinda de “hóspedes” da região, a cadeia de Franca conta atualmente com 430 presos. A direção espera obter vagas no sistema penitenciário para transferir 80 condenados.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.