Tempo de sufoco


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Raul Macedo brinca com água do caminhão-pipa no Jardim Cambuí: para amenizar a seca e a poeira, Prefeitura tem mandado ‘regar’ as ruas sem asfalto
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Baixa umidade do ar, falta de chuva, queimadas. A junção dos fatores tem feito os atendimentos quase dobrarem no maior pronto-socorro de Franca. O “Dr. Janjão”, que realizava 800 consultas diárias e passou a efetuar, na última semana, 1,5 mil - um aumento de 87,5%. Não é o único. No Hospital Unimed, os atendimentos subiram 37,5%. Além disso, a equipe de médicos do setor dobrou, de três para seis, para dar conta das emergências. O estudante João Pedro Silva, 16, morador na Vila Imperador, é um dos afetados pelo clima seco. Ele tem sinusite e bronquite e sofre com dias pouco úmidos. “Não agüento essa sequidão na garganta, na pele e no nariz”, disse. Já Aparecida Santos Lima, enfermeira que atua há oito anos no ‘Dr. Janjão’, afirma que, embora a procura seja maior nos meses de junho, julho e agosto, o índice, este ano, está maior. “A grande maioria dos casos envolve doenças respiratórias típicas da estação de seca”, disse. O que é percebido nos hospitais é comprovado pela meteorologia. Acima dos 30%, a umidade é considerada normal. Entre 30% e 20%, requer cuidados e, abaixo dos 12%, é considerada de emergência. Ontem, o índice chegou a 26% à tarde, fechou com 34% e deve continuar baixa para os próximos dias. Na semana passada, chegou a 15% em 6 de junho. Para amenizar os problemas da época, o médico pneumologista Ciro de Castro Botto recomenda cuidados redobrados com a saúde. “O ideal é beber bastante líquido, ingerir sopas e caldos”. Na hora de dormir, umedecer a casa é essencial. “Colocar uma bacia de água no quarto e nos demais cômodos também ajuda a melhorar o ar seco, evita o ressecamento e auxilia na respiração”. SEM AULAS Caso a umidade caia abaixo dos 12%, a Defesa Civil pode decretar estado de emergência, o que obriga instituições como escolas, correios e trabalhadores rurais a suspenderem as atividades. Segundo o tenente Castilho, da Defesa Civil, medidas ainda mais drásticas podem ser tomadas. “Sempre divulgamos os resultados do percentual de umidade relativa do ar e assim cada departamento orientará os seus setores para prevenção”, afirma.

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