Antônio Adolfo Cândido, 53, trabalhava como pedreiro. Ele saiu de casa, no Jardim Brasilândia, ontem cedo e seguiu para um serviço na região do Distrito Industrial. Ao tentar atravessar uma rua para conversar com um amigo, foi atingido por um carro.
Morreu antes da chegada do socorro. Foi a segunda vítima fatal de acidente de trânsito nas últimas horas em Franca. Atropelada há 15 dias na Avenida Chico Júlio, Rosângela de Carvalho, 32, morreu ontem na Santa Casa.
O acidente envolvendo o pedreiro aconteceu às 7h30 na Avenida Wilson Sábio de Mello, nas proximidades da unidade II da Escola Pestalozzi. O fluxo de pessoas se dirigindo para o Distrito Industrial era intenso. Entre os que passavam pelo local, o comerciante Norivaldo Soares Moreira, 43, seguia com seu Monza verde no sentido Distrito/Estação. Levaria o filho de 7 anos à escola.
Antônio estava no canteiro central e foi atravessar a pista para se encontrar com outro pedreiro que o aguardava com a moto sobre a calçada. “Chamado pelo senhor, ele tentou atravessar no impulso. Ainda buzinei, mas ele seguiu em frente. Não deu tempo de parar. Ainda joguei para a direita, mas foi impossível evitar a colisão. Sou habilitado há 26 anos e nunca matei uma criação.
É terrível se envolver num acidente assim. Estou abalado”, contou o motorista.
Atingido pelo lado esquerdo do pára-brisa, o pedreiro foi jogado no chão. Com o impacto, sofreu uma forte pancada no peito e na cabeça. Populares ainda chamaram os bombeiros, mas não era possível fazer mais nada. Familiares da vítima estiveram no local e entraram em desespero ao ver o corpo de Antônio Adolfo caído sem vida no meio da pista. Perto dele, jogada sobre a calçada, a bolsa que levava para o trabalho com uma garrafa de café e uma ferramenta elétrica.
Peritos da Polícia Científica coletaram informações para apurar as causas do acidente. A investigação ficará por conta dos agentes do 2º DP. Durante o atendimento da ocorrência, um flagrante de irresponsabilidade por pouco não provoca outra tragédia: a Polícia Militar havia interditado o trânsito de veículos no local, mas um motoqueiro furou o bloqueio e seguiu na direção do ponto em que policiais, agentes funerários, repórteres e familiares da vítima estavam. Só parou quando um soldado, aos berros e de arma em punho, entrou em sua frente.
Ele estava com a habilitação vencida e recebeu duas multas. A moto foi apreendida.
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