68 presos de Ituverava são transferidos para Franca


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A Polícia Civil de Franca desativou, ontem, a cadeia pública de Ituverava. A maior parte dos presos - 68 - foi transferida para o presídio do Jardim Guanabara. Três detentos ficaram em Pedregulho. A justificativa foi a falta de estrutura do imóvel. Há um mês, a cadeia de Itirapuã também foi fechada sob a mesma alegação. A transferência contou com a participação de 45 policiais civis e 15 viaturas. A operação foi mantida sob sigilo. “Ocorreu tudo bem. Não tivemos nenhum tipo de problema. A cadeia de Ituverava já foi alvo de resgate de presos e não oferecia as mínimas condições de segurança. O prédio era precário, não tinha estrutura nenhuma”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior. Em março de 2006, os presos se rebelaram e destruíram celas e grades. Durante o motim, queimaram colchões e mantiveram estupradores como reféns, ameaçando-os de morte. No dia 12 de fevereiro de 2001, uma rebelião terminou com a fuga de 16 presos. Os rebelados fugiram pela porta da frente, levando um revólver calibre 38. Um dos agentes carcerários, Ivan Carlos Alexandre, de 30 anos, foi torturado e morto a estiletadas. Com a desativação, apenas as cadeias de Igarapava, Pedregulho e Miguelópolis continuam em funcionamento na área da Delegacia Seccional de Franca. A intenção é fechar todas após a construção do CDP (Centro de Detenção Provisória). A cadeia de Franca ficou, agora, com 430 presos. A polícia espera transferir 80 condenados em breve.

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