Briga em festa de casamento termina em morte


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Arlindo Gomes de Jesus, 56, foi preso em flagrante, confessou ter matado Amarildo Gonçalves Medeiros, 43
Arlindo Gomes de Jesus, 56, foi preso em flagrante, confessou ter matado Amarildo Gonçalves Medeiros, 43
Dois homens brigam durante uma festa de casamento. A turma do “deixa disso” entra em cena e acalma os ânimos. As partes voltam a se encontrar no dia seguinte. Dessa vez, não há tempo de conciliação. O lavrador aposentado Arlindo Gomes de Jesus, 56, saca uma faca e dá um golpe certeiro no peito do também aposentado Amarildo Gonçalves Medeiros, 43. Ele morre a caminho do hospital. O crime aconteceu em Ribeirão Corrente no fim de semana e a polícia acredita que tenha sido premeditado. Foi o terceiro assassinato na cidade em apenas 24 dias. Amarildo era comerciante e havia se aposentado por problemas de saúde. No sábado, foi à festa de casamento de uma amiga de sua namorada, ambas moradoras de Ribeirão Corrente. Arlindo também estava lá. Morador de Chapada (MG), residia havia pouco mais de um mês na casa de uma irmã na vizinha cidade. Em determinado momento, Arlindo e Amarildo começaram a discutir. “Ele queria dançar com uma menina, amiga da namorada do meu irmão. A garota não quis e ele ficou insistindo. Nisso, o Amarildo deu um empurrão nele”, contou Djalma Gonçalves Medeiros, irmão da vítima. A confusão parecia não ter maiores desdobramentos e a festa seguiu. Na manhã de domingo, os dois envolvidos se encontraram na Avenida Perimetral, Jardim Monte Alegre. Eram 11h40. Arlindo se aproximou de Amarildo como se fosse falar alguma coisa. Mas sua intenção não era conversar: Numa fração de segundos, tirou uma faca da cintura e atingiu o coração do oponente. A vítima ainda foi socorrida, mas chegou sem vida à Santa Casa. Na seqüência, Arlindo jogou a faca fora, montou em uma bicicleta e fugiu em direção a Franca. Foi preso pela Polícia Militar minutos depois. Confessou o crime e indicou aos policiais onde havia jogado a arma. “A faca estava suja de sangue e ainda tinha duas etiquetas de preço no cabo e na lâmina. Pelas evidências, ela nunca havia sido usada. Acredito que o autor premeditou o crime. Vamos apurar se ele comprou a faca para matar”, disse o delegado Luiz Carlos Almeida Souza. A faca custou R$ 6,38. Orientado por um advogado, Arlindo pouco falou sobre o assassinato. “Não sei o que aconteceu. Não me lembro. Ele bateu em mim. Me agrediu durante a festa”. Ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e recolhido à cadeia do Jardim Guanabara.

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