O amor está no ar... Hoje é Dia dos Namorados e neste dia tão especial muitos casais comemorarão a data juntinhos, relembrar os momentos marcantes, o local onde se conheceram, o primeiro beijo, a primeira noite romântica... Por outro lado, muitos também relembrarão as dificuldades que enfrentaram para ficar juntos, do momento em que se apresentaram às famílias e o eventual preconceito que sofreram. Discriminação por cor, idade, estatura, religião e opção sexual. Para muitos, pode não significar nada; para outros é motivo de muita discussão.
Superando as barreiras do preconceito, Tayla Cristiano de Carvalho,17, e Valdir Gonçalves da Silva, 26, aparentemente são um casal comum. Mas a diferença de nove anos de idade que existe entre eles foi motivo de preconceito, principalmente no início do relacionamento. Quem os vê não percebe a diferença de idade.
Mas quando descobrem, muitos ainda criticam. “Começamos a namorar quando eu tinha 13 anos e ele, 22. No início todos olhavam ‘ressabiados’, com um pouco de preconceito por causa da diferença de idade”. Namorando há quatro anos, Tayla e Valdir não deram importância aos olhares e comentários, e se sentem muitos felizes. “Hoje as pessoas já se acostumaram a ver a gente junto e ninguém comenta mais sobre a nossa idade. Mas, independente de gostarem ou não, nós somos felizes e essa diferença não influi em nada em nossa relação”.
Enfrentando também os limites de qualquer preconceito, o casal Daniele Cristina de Faria, 24, e José de Oliveira Neto, 27, namoram há dois anos e meio, e ele, por ser negro, e ela, de cor branca, chamam a atenção das pessoas. Mas o casal nem dá importância. “A nossa família não fez nenhum tipo de comentário a respeito da nossa diferença de cor. Pelo contrário, todos gostam muito do Neto”, diz Daniele. Quando sai junto, o casal ouve dos amigos algumas brincadeiras sobre a diferença de cor. “Eles brincam, né, fazem alguns comentários sobre como vai ser o nosso filho, mas eu levo tudo numa boa”, disse Neto.
Segundo o casal, o importante não é o que os outros dizem e sim o que eles sentem um pelo outro. “Nós nos amamos e é isso que importa. A cor, a religião, o sexo, é tudo supérfluo”, diz ele.
TAMANHO NÃO É DOCUMENTO
“Para o amor, não há barreiras”, disse a estudante Ana Maria Ribeiro Abrão, 15. Há um ano namorando o jogador de basquete Cauê Verzola de Freitas, 19, o casal de namorados, que apesar de ter 24 centímetros que o separa, é muito feliz e diz não sofrer nenhum preconceito por causa disso. Ele mede 1,90 m e ela, 1,66m. Segundo eles, a diferença de tamanho não prejudica em nada, nem mesmo na hora de beijar. “É normal, dá para fazer tudo como se fosse com alguém do meu tamanho”, afirma Ana Maria.
Para o jogador, a estatura também é o de menos. “O que importa é ficar com alguém em que a gente goste e que nos faça feliz”. Os amigos, pra variar, brincam bastante com a diferença de tamanho dos dois. Eles também levam na brincadeira. “Não há um preconceito. Mas todo mundo fala que eu tenho que subir no banquinho para beijar ou que tenho que levantar o pé, mas é tudo gozação”, afirma Ana.
Alto, baixo, novo, velho, preto, branco, gordo e magro. Não importa a aparência. Com diferenças ou não, nesse Dia dos Namorados o importante é que os casais curtam a relação, beijem muito e vivam intensamente esse amor incondicional. O Se Liga deseja a todos um feliz Dia dos Namorados!
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