Dia 11 de junho de 2007. Sete horas da manhã. A data e o horário vão ficar marcados como o início de uma experiência única no País. Pela primeira vez que se tem notícia, profissionais de um jornal diário e uma rádio AM formarão uma única redação.
Os jornalistas do Comércio da Franca, acostumados a trabalhar depois das 9 horas, acordaram cedo para se unirem aos profissionais da rádio Difusora e receberem as primeiras orientações conjuntas. No primeiro encontro das equipes que se fundiram, o idealizador do projeto e diretor-responsável pelos dois veículos, Corrêa Neves Júnior, disse que a expectativa é de que o jornal e a rádio se tornem referência. “Eu não quero que o Comércio e a Difusora sejam comparados com jornais e rádios da região. Quero que sejam comparados aos grandes veículos do Brasil, pois temos excelentes equipes que produzirão um bom material para os dois veículos.”
Se o cotidiano se espelhar no primeiro dia de trabalho, o sucesso está garantido. A presidente do Conselho de Administração, Sônia Machiavelli Corrêa Neves, diz que a primeira impressão foi muito positiva. “Pela primeira vez participei de uma reunião com a rádio. Não senti dificuldade. A equipe da rádio Difusora está se empenhando pela integração. Não encontrei problemas em um dia que deveria ser complicado.”
Joelma Ospedal, editora-chefe do Comércio, também viu neste primeiro dia um bom começo para a nova trajetória. “A integração se impõe. Hoje pela manhã as equipes já trabalharam juntas em uma cobertura que foi um sucesso. Tivemos uma reunião de pauta mais rica, com os membros da rádio. Houve uma troca bem bacana já no primeiro encontro.”
A integração a qual Joelma se refere é muito mais do que a simples unificação das duas redações, que em um só ambiente conta com jornalistas dos dois veículos, além de repórteres fotográficos, revisores e designers. Desde ontem, a chefe de reportagem do Comércio, Priscilla Sales, e a responsável pelas pautas da rádio Difusora, Cintia Flávia, definiram matérias a serem feitas para os dois veículos, em alguns casos, por um mesmo profissional. O produto da junção pode ser observado a partir de hoje nos dois veículos.
Everton Lima, diretor artístico da Difusora, aponta a melhora na qualidade do material produzido pelos dois veículos após a unificação das redações. “Pelo primeiro dia deu para perceber que vai melhorar muito. Foi fantástico. É uma verdadeira revolução. Quem ganha é o ouvinte e o leitor.”
Junto ao novo formato, uma nova estrutura. Para abrigar o pioneiro conceito de jornalismo, um prédio também novo, pensado unicamente para o projeto de integração. Espaço amplo, com os sete editores no centro e livre acesso para os repórteres são algumas das inovações.
Sônia Machiavelli diz que o espaço gera uma interatividade entre a equipe. “A própria arquitetura possibilita a integração. O prédio é muito amplo. Não vi ninguém desnorteado, estavam todos em seus lugares. Além disso, há a predisposição da gente, por trabalhar em um lugar novo, de agir de forma funcional.”
Apesar da sintonia e da interação entre as equipes, o idealizador do projeto vê ainda alguns ajustes, mas que considera normal pelo tamanho do projeto. “O clima foi bom, mas com alguns contratempos. Tem muita coisa se ajustando. Até o tamanho do prédio dificulta. Temos que repensar algumas coisas.”
Júnior cita entre uma das dificuldades o fato da gráfica ainda estar na Rua Ouvidor Freire, o que atrapalha um pouco o processo, já que toda a produção do jornal está sendo feita na nova sede. No entanto, com a chegada do novo maquinário nos próximos dias, importado da Índia, o problema deve ser resolvido.
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