As queimadas não geram transtornos somente para os bombeiros. Os gases emitidos pela combustão dos matagais poluem o meio ambiente e provocam problemas de saúde. Com a queima do mato e outros resíduos, são emitidas partículas inaláveis que atacam os pulmões. “As fossas nasais, traquéia e brônquios têm meios de deter a entrada de impurezas, mas algumas conseguem chegar aos alvéolos e provocam inflamações”, disse o pneumologista Marcelo de Paula Lima.
Falta de ar, tosse, chiado, nariz entupido e outros desconfortos são comuns nesta época. As pessoas alérgicas são as que mais sofrem. É natural o organismo produzir muco (catarro) quando alguma partícula poluente o invade. Na época de seca e de queimadas, a produção é maior. Segundo o médico, os não-alérgicos não sentem tanto a mudança na concentração do muco, mas as pessoas com alergia têm hipersensibilidade. “O corpo dos alérgicos fabrica três vezes mais de muco e acumula muita secreção no pulmão, o que predispõe a instalação de pneumonias e desenvolve crises alérgicas”.
As melhores formas de reduzir os riscos de inflamações no sistema respiratório e reações alérgicas é se hidratar. Água, sucos naturais, leite e outros líquidos devem ser consumidos com freqüência. “Uma maneira simples de medir a hidratação do corpo é pela cor da urina. Se estiver escura, significa que a pessoa precisa aumentar a ingestão de líquido. Se estiver clara, está correto”, disse Marcelo.
Em casos de queimadas próximas às casas, a recomendação é vedar os imóveis para impedir a entrada dos poluentes. A residência também deve ser mantida limpa e arejada. “Passar pano no quarto, especialmente embaixo da cama, de manhã e à noite, são medidas simples e que funcionam”. As janelas devem ser abertas para facilitar a ventilação e as roupas de cama colocadas no sol. “O sol é bactericida, capaz de matar até a bactéria que causa tuberculose”, disse o pneumologista.
O médico ainda recomendou a umidificação dos ambientes, que pode ser feita com uma bacia cheia de água ou um umidificador.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.