Secretário contesta


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Quero em primeiro lugar me congratular com o Comércio pelas várias ações sociais que tem desencadeado, seja de iniciativa própria ou juntamente com outros órgãos, públicos e privados. Alimentos, agasalhos, cobertores, enfim, várias ações de cunho social resultaram em efetivos benefícios aos necessitados. Em segundo lugar, apresento meu protesto pela manchete "Ação Social - Prefeitura ignora família necessitada" inserida na página A10 de sexta-feira, 1º de junho de 2007, por não corresponder à verdade. Ao ser questionado pelo repórter do Comércio pelo telefone, disse-lhe que iria verificar a real situação daquela família, mas já adiantava que o CRAS estava acompanhando. Prometi e fui, tanto na residência dos Stalin, como no CRAS, para verificar os registros. E a situação real é bem diferente do que passa a matéria: a casa é própria, à Rua Jornalista Cláudio Abramo; nela residem, além da avó e 6 netos, o avô (que trabalha) e um tio; o pai das crianças mora e trabalha aqui em Franca; dona Natalina tem mais 3 filhas que, segundo ela mesma, estão sempre lá, não deixando nada faltar, inclusive, mantendo a conta do telefone em dia; dona Natalina recebe mensalmente o Benefício de Prestação Continuada e Recursos do Programa Renda Mínima, além de ajuda financeira do pai das crianças, e ganhos do marido e das filhas; os atendimentos à família Stalin, pela Prefeitura, são ininterruptos desde 2001. Assim exposto, reitero minha disponibilidade em sempre atender a todos que me procuram e esclarecer qualquer tipo de dúvida. Roberto Nunes Rocha é secretário de Desenvolvimento Humano e Ação Social ***** NOTA DA REDAÇÃO — O Comércio da Franca cobra insistentemente seus repórteres para com a seriedade da documentação que embasa os textos publicados. Em casos de coberturas a assuntos do tipo, as ferramentas de controle são ainda mais rigorosas. Não se publica uma linha sem investigação. Na matéria focada, não se omitiu a participação da Prefeitura, gestora dos programas sociais do Governo Federal referidos pelo Secretário, mas quis-se demonstrar a insuficiência dos recursos diante das necessidades da família. O jornal mantém as declarações de Natalina Stalin e as observações pertinentes ao cenário encontrado pelos três profissionais que produziram a matéria citada pelo secretário. Mantém também o factual destacado nas matérias anteriores nas quais trabalharam mais seis jornalistas, em épocas diversas. Todos os jornalistas do Comércio envolvidos na cobertura foram pessoalmente ao local dos fatos.

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