Mais de 3,6 mil pacientes ficam sem atendimento


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Mais de 3,6 mil pacientes deixaram de ser atendidos na primeira semana de cortes nos serviços prestados pela Santa Casa de Franca. Apesar do alto número de prejudicados, nenhum incidente mais sério foi registrado. A direção do hospital anunciou que a suspensão nos atendimentos continua até que a ajuda financeira prometida pelo deputado estadual Gilson de Souza (DEM) chegue aos cofres da instituição, o que deve acontecer apenas no final do mês. Os cortes atingem os serviços de reabilitação e fisioterapia, ambulatório de ortopedia, laboratório de análises clínicas e cirurgias eletivas. Para estes setores, as suspensões vigoram sempre às terças e quartas-feiras, quando nenhum procedimento é realizado a não ser os de urgência. No restante da semana, o funcionamento é normal. A direção da Santa Casa suspendeu ainda a realização de exames de raio-X no Pronto-socorro “Dr. Janjão” aos sábados e domingo. Nestes dias, os pacientes que precisarem passar pelo exame tem de ser encaminhados ao hospital no Centro. Também está suspensa qualquer transferência de pacientes internados em outras unidades hospitalares da região. “Não tivemos outra escolha. Precisamos preservar os estoques da Santa Casa para atender os casos mais sérios, em que o paciente corra risco de morte”, disse o provedor do hospital, José Chimionato. A decisão de cortar parte dos atendimentos foi tomada na semana passada, quando os fornecedores da Santa Casa suspenderam a venda de produtos para a instituição até que as contas atrasadas, que somam cerca de R$ 3 milhões, sejam pagas. Como o hospital não tem recursos nem crédito e seus estoques são suficientes para, no máximo, 30 dias, a direção resolveu diminuir o número de atendimentos prestados para que assim os estoques possam durar mais tempo. Diante da grave situação, ao saber dos cortes, o deputado Gilson de Souza decidiu direcionar todos seus pedidos de verba já autorizados no orçamento do governo estadual para ajudar o hospital. Ao todo, são R$ 2 milhões que serão usados para negociar com os fornecedores. O problema é que, para ser liberado, o dinheiro precisa ser transferido para a Secretaria Estadual de Saúde, o que, por conta dos trâmites burocráticos, deve levar, no mínimo, quinze dias. “Estou trabalhando junto ao governo para que tudo esteja finalizado o mais rápido possível. A Santa Casa não pode esperar”, disse o deputado. Enquanto o dinheiro não vem, os cortes serão mantidos. “Não podemos voltar ao normal e nos arriscar a ficar sem estoque antes que os recursos entrem na nossa conta. Só suspenderemos os cortes quando o dinheiro estiver disponível”, disse Chimionato, que agradeceu a compreensão da população. “Apesar da situação difícil, os pacientes têm entendido nossa medida. Gostaria muito de agradecer a todos pela compreensão. Espero que logo tudo esteja resolvido”.

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