A Prefeitura de Franca deve, hoje, R$ 117 milhões para a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O valor está relacionado no contrato apresentado pela estatal, assinado pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e enviado à Câmara Municipal para aprovação dos vereadores. O montante se refere aos investimentos que teriam sido feitos ao longo dos últimos 30 anos na cidade e ainda não recuperados pela companhia. Apesar de durante as negociações a cifra ter sido foco de divergências entre as partes, a Sabesp venceu a queda de braço e a manteve no acerto.
Se houver o rompimento do contrato a qualquer tempo entre as partes, ou mesmo se a Câmara não o aprovar, o município terá de pagar para a estatal. Estão relacionados na lista bens móveis e imóveis, equipamentos eletrônicos, frota de máquinas e veículos, além de bens de pequeno valor, como mesas e cadeiras.
O chefe de Gabinete de Rocha, José Paschoal Ribeiro, disse que o valor reivindicado pela Sabesp está correto e que foram apresentados documentos que comprovam os números declarados. "É tudo auditado anualmente por empresas independentes e de grande credibilidade. Além disso, é submetido à aprovação do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Quando o prefeito disse que pediria a peritagem, ele não tinha o conhecimento disso".
O superintendente da Sabesp, João Comparini, disse que o contrato se trata apenas de uma relação de "bens que ainda não foram amortizados, que ficam de propriedade da Sabesp e serão revertidos para o município no final do contrato". Se essa reversão fosse hoje, a prefeitura teria que pagar R$ 117 milhões à Sabesp.
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