‘Comércio’: casa nova a partir de amanhã


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Repórteres e editores recolheram pertences pessoais na última sexta-feira: redação e administração já funcionarão na Avenida Elisa Verzola Gosuen
Repórteres e editores recolheram pertences pessoais na última sexta-feira: redação e administração já funcionarão na Avenida Elisa Verzola Gosuen
Rumo a uma nova era. A partir de amanhã, a redação e a administração do Comércio da Franca estão em endereço novo: Avenida Elisa Verzola Gosuen, 3103, Jardim Ângela Rosa. É a segunda fase de uma mudança gradual, que deve se concluir até o dia 27 de julho, quando todos os setores do jornal deverão estar na nova sede. Cerca de 90 profissionais da redação e administração se juntarão aos cerca de 50 funcionários da rádio Difusora, que já estão no novo prédio desde o dia 19 de abril. Nos próximos dias, os outros cerca de 100 funcionários do jornal, entre parque gráfico, assinatura e escritório, também devem ir para o novo local. A mudança é inédita na história do jornal que, apesar de ter passado por outros prédios, nunca saiu do Centro. “Em 92 anos, o Comércio nunca se afastou mais do que 500 metros da praça da Matriz”, disse o diretor-responsável, Corrêa Neves Júnior. Ele acredita que a mudança causará impactos de origem financeira na região do prédio da Rua Ouvidor Freire, mas o principal impacto será sentimental. “São 200 pessoas que, de certa maneira, freqüentam os lugares que estão próximos ao prédio. Mas acho que o maior impacto vai ser emocional. Todas as imagens que se têm das últimas três décadas do jornal são daqui. Estamos muito ligados ao Centro de Franca”. A região onde está instalada a nova sede também acusa ressonâncias. De acordo com comerciantes e agentes imobiliários, a chegada do Comércio já elevou o preço dos terrenos, casas e aluguéis da redondeza. Muitas construções na área da nova sede do Comércio/Difusora foram iniciadas nas últimas semanas. A presidente do Conselho de Administração, Sônia Machiavelli Corrêa Neves, diz que vem se preparando há meses para essa saída. “Estou no prédio há 30 anos. Saio com a sensação de que cumpri o meu dever enquanto estive ali. Sentia há tempos que o espaço ficara exíguo por causa do crescimento do jornal”. Sônia, porém, vê com otimismo a mudança. “É bom saber que estamos indo para um lugar novo, sólido, bonito, cheio de luz e que, se Deus quiser, abrigará muitas histórias boas.” A presidente do Conselho de Administração cita ainda a satisfação em levar consigo funcionários que trabalham há décadas no Comércio e fizeram a história da publicação. “A gente fica contente em levar companheiros como a Dulce (Xavier, diretora administrativa), Alfredo (Henrique Figueiredo, chefe de impressão), Sandra Lima (diretora comercial), Rodrigo (Henrique, gerente executivo de contas premium) e o Sidnei (Ribeiro, editor de Brasil), que ajudaram uma grande equipe a trazer o jornal até aqui”. O maior motivo da mudança é a questão física. A nova redação é um retrato do Comércio: moderna, dinâmica e prática. “O velho espaço também ficou pequeno. O Centro de Franca não comporta mais indústrias. A lógica impõe a mudança. São 25 toneladas de papel entregues toda semana, é necessário interditar a rua para descer o material. As pessoas também já não têm onde parar os carros”, diz Corrêa Júnior. Outra preocupação do diretor-responsável do jornal é o bem-estar dos funcionários. “É a redação onde eu queria trabalhar. Acho que ela ficou bonita, aconchegante e muito confortável, além de revolucionária, colocando profissionais do jornal e da rádio para trabalhar num único ambiente, integrado, uma experiência singular e inédita no Brasil”. Os projetos especiais também devem voltar à ativa com o novo prédio. “Queremos retomar o Jornal Escola, com milhares de estudantes vendo como funciona um jornal. Teremos um auditório que pretendemos usar para exposições e para painéis permanentes de discussão, que era um espaço que não tínhamos aqui.”

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