Corpus Christi leva 7 mil à praça central


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Imagem aérea mostra Praça da Catedral lotada de fiéis no feriado.
Imagem aérea mostra Praça da Catedral lotada de fiéis no feriado.
A Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Franca, ficou lotada na tarde de quinta-feira para as celebrações do feriado de Corpus Christi. A missa, seguida de procissão, começou pontualmente às 16 horas e recebeu mais de 7 mil fiéis que, durante duas horas, relembraram o valor da Eucaristia e rezaram pela cidade. A cerimônia foi presidida pelo bispo diocesano dom frei Caetano Ferrari com auxílio de 30 padres, das 13 paróquias de Franca, que se apertaram no altar improvisado na Concha Acústica. O público se acomodou nos gramados da praça e nas ruas laterais. Nos prédios, alguns moradores acompanharam a missa das janelas e sacadas. A movimentação para a festa teve início logo nas primeiras horas da manhã com a preparação dos tapetes artesanais com imagens sacras. Por volta das 11 horas, montes de serragem, cal, areia, raspas de couro, tampinhas de refrigerante, tintas e objetos como regadores, vassouras, sacos de lixo e enxadas, além de muitas mãos coloridas de vermelho, verde, amarelo, azul e preto compunham o cenário em torno da praça. Freqüentadora da Paróquia Menino Jesus de Praga, no Jardim Francano, Maria Aparecida Cândida Silveira confeccionava um tapete sobre a Rua Major Claudiano com a ajuda da filha Maria Clara Silveira Silva, 9. “É a primeira vez que venho e estou gostando. Coloquei toda essa serragem”, disse a pequena, enquanto apontava para o traçado que havia coberto com o produto. Um pouco mais à frente, até mesmo o padre Silvio Antônio, da Paróquia São Crispim, colocava a mão na “massa”. Enquanto isso, o público, formado por muitos pais com crianças, passeava pelo local para admirar os trabalhos. Às 14 horas, os 2 mil metros quadrados de tapetes já estavam prontos à espera da procissão, que ocorreu depois de todos os ritos da missa. Para contornar a praça, a procissão levou cerca de meia hora. Seminaristas, ministros e outros religiosos foram na frente do andor com o Santíssimo, que para os católicos representa Jesus vivo, conduzido pelo bispo. Durante todo o trajeto, os fiéis cantavam, acenavam e aplaudiam a passagem do andor sobre os tapetes confeccionados por mais de 400 voluntários. Ao fim do percurso, dom frei Caetano abençoou os presentes e uma longa queima de fogos encerrou a celebração.

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