Foi-se o tempo em que manter dinheiro na poupança ou em contas correntes de bancos era sinal de segurança. Com a popularização da internet e o aperfeiçoamento de golpistas, é cada vez maior o número de correntistas que sofrem saques fantasmas em Franca. A polícia não possui um balanço oficial a respeito, mas admite que pelo menos duas novas vítimas são registradas a cada semana. O golpe só é descoberto quando o extrato bancário é verificado ou quando o extrato chega em casa.
Os saques fantasmas são feitos de maneiras distintas. Cartão clonado e invasão de hackers no banco de dados pessoais de correntistas são as formas mais usadas. A nova modalidade do crime é mais comum em grandes centros, mas vem crescendo e preocupando as autoridades locais.
A delegacia campeã em registros desta fraude em Franca é o 1º Distrito Policial, responsável pelo atendimento das ocorrências verificadas no Centro, área em que se concentra grande número de agências bancárias. “Quase todas as semanas, registramos casos de saques indevidos. As vítimas descobrem que dinheiro foi retirado de suas contas no momento em que analisam os extratos.
Eles procuram primeiro o banco e depois, a delegacia mais próxima para registrar a queixa”, disse o delegado Djalma Batista.
Os estelionatários usam várias modalidades e técnicas para conseguir a senha e o acesso à conta corrente da vítima. Em algumas situações, os dados do cartão bancário e de crédito são clonados no ato do pagamento de compras junto a estabelecimentos comerciais, por intermédio de maquinário especialmente destinado a esse fim, utilizado pelo golpista. Foi o caso da comerciante MAXG, 45, moradora no Bairro São José. “Eu recebi um boleto de uma compra efetuada em Santos. Não fui naquela cidade. Usei meu cartão quando viajei para São Paulo e lá eles podem ter feito a clonagem”.
CUIDADO
Designer gráfico de cartões de uma empresa de convênios de crédito, André Rosa informou que há duas maneiras de clonagem: através do sistema de papéis-carbonos em leitores manuais e também em aparelhos POS (Point Of Sile), onde o golpista, por bloqueio telefônico, consegue a senha ou grava as informações da tarja magnética. “Estamos dificultando ao máximo possível a clonagem de cartões. Nossa empresa, por exemplo, utiliza sistemas modernos. Nos estabelecimentos credenciados é obrigatória a apresentação de documentos e assinatura”, disse Rosa.
Já nos caixas eletrônicos, o golpista introduz uma fita (normalmente de filme fotográfico) no espaço destinado à inserção do cartão, provocando a sua retenção na máquina. O criminoso oferece ajuda, pedindo que o cliente digite a senha para que seu cartão seja devolvido, momento em que a memoriza.
Como o cartão continua retido, a vítima vai buscar auxílio de um funcionário da agência bancária, oportunidade para a ação dos criminosos.
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