Dona Odília: um exemplo de dedicação ao próximo


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Odília Gomes ajuda famílias carentes e andarilhos com doações de comida e agasalhos: “Não sei parar... O que faço não é nada perante a bondade de Deus”
Odília Gomes ajuda famílias carentes e andarilhos com doações de comida e agasalhos: “Não sei parar... O que faço não é nada perante a bondade de Deus”
No alto dos seus 87 anos, com os cabelos brancos e marcas da idade no rosto, a dona de casa Odília Gomes encontra tempo e disposição para olhar para o próximo. A ajuda aos carentes é de longa data. Desde jovem, Odília doa alimentos, roupas, sapatos e já acolheu muita gente necessitada em sua casa. Odília é uma das dirigentes da Liga Espírita D’Oeste e assume, ao lado de outros dez voluntários, todos os sábados, o compromisso de abastecer a mesa de 12 famílias do Jardim Palmeiras, que é conhecida como “vilinha”. São senhoras viúvas, idosos e um rapaz paralítico que dependem dos pães, frutas, verduras e roupas distribuídos por Odília e companheiros. “Somos um grupo. Um sozinho não faz as coisas”. Nesta semana, os moradores da “vilinha” foram presenteados com cobertores. Odília ganhou de um dentista para repassar a quem precisa. “Muitas pessoas querem ajudar e não têm tempo, por isso recorrem a mim, pois confiam no meu trabalho”. Antes de distribuir donativos, os voluntários visitam as casas de quem pede colaboração para saber as reais condições em que vivem. “Ajudo também andarilhos e outras famílias carentes que não vivem na ‘vilinha’”. Aposentada por invalidez após sofrer infarto, Odília recebe R$ 380 por mês e precisa do dinheiro para comprar remédios. Os mantimentos e roupas que consegue para entregar às famílias são fruto de doações. “Eu e o restante dos integrantes da Liga D’Oeste costumamos pedir para vizinhos, familiares e donos de supermercados. Sempre conseguimos”. Enquanto não está envolvida nos cuidados com a casa, lavando ou passando roupas nem caminhando, Odília dedica-se à reforma de roupas para os pobres. Coloca zíper, botões ou costura rasgados nos tecidos. “Tem de dar roupa boa, que pode ser usada senão as pessoas jogam fora”. Se depender de Odília, a trajetória de generosidade ainda terá muito a registrar. “Não sei parar. O que faço não é nada perante a bondade de Deus. A força que tenho vem do alto, do céu”. Doações para dona Odília distribuir podem ser entregues na Rua Voluntário Arnaldo Vilhena, 268, Vila Nova.

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